Cotidiano

Comércio enfraquecido

Redação DM

Publicado em 31 de março de 2017 às 02:58 | Atualizado há 9 anos

Na passagem de dezembro de 2016 para janeiro de 2017, na série com ajuste sazonal, as vendas no varejo recuam em 14 das 27 unidades da federação, com variações negativas a dois dígitos observadas em Roraima (-16,8%); Distrito Federal (-14,2%) e Goiás (-11,6%). Nessa mesma comparação, Bahia registrou estabilidade no volume de vendas. Os dados são do IBGE e foram repassados ao Diário da Manhã pela unidade estadual da instituição.

Segundo o informe estatístico, Goiás teve a segunda maior queda no volume de vendas em comparação aos demais estados e o maior recuo para os meses de janeiro da série. Regionalmente, para o volume de vendas do comércio varejista, 24 das 27 unidades da federação assinalaram recuo em janeiro de 2017 sobre janeiro de 2016.

No mês, a variação no volume de vendas em Goiás teve a segunda maior queda em comparação com os demais Estados, recuo muito superior ao nacional. Na comparação entre todos os meses de janeiro, para o estado, janeiro de 2017 apresentou o maior recuo.

Recuo surpreendente

Em janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista goiano apresentou recuo de 18,9%, na comparação com janeiro de 2016, maior que o recuo verificado no mês anterior (-6,5%). No mês, a variação no volume de vendas goianas teve queda superior à nacional, que caiu 7,0% na mesma base de comparação.

Na comparação com dezembro de 2016, o volume de vendas do comércio varejista goiano apresentou um recuo de 11,6% em janeiro de 2017. Na mesma comparação, a variação o comércio varejista ampliado goiano (varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção), também registrou variação negativa para o volume de vendas sobre o mesmo mês do ano anterior (-20,4%). As taxas acumuladas no ano e nos últimos 12 meses foram de -20,4% e -11,5%, respectivamente, nacional apresentou recuo de 0,7.

O crescimento acumulado nos últimos 12 meses do comércio varejista goiano ficou em -9,7%, recuo maior que o registrado para o conjunto das unidades da federação investigadas, que foi -5,9%. Já o comércio varejista ampliado goiano apresentou, no acumulado dos últimos 12 meses, variação de -11,5%, superior ao registrado pelo Brasil (-7,9%), na mesma base de comparação. Os dados para as diferentes atividades que compõem o comércio varejista e o comércio varejista ampliado, em Goiás e no Brasil.

Peso do combustível

Das diferentes atividades que compõem o comércio varejista estadual, nenhuma apresentou variação positiva do volume de vendas em janeiro de 2017, frente a janeiro de 2016. A maior variação negativa foi verificada no comércio varejista de Combustíveis e lubrificantes (-51,3%), logo a seguir vêm Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-48,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-22,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-20,1%).

O índice do volume de vendas do comércio varejista ampliado em Goiás (que acrescenta às atividades acima, as revendas de Veículos, motocicletas, partes e peças e de Materiais de construção) em janeiro de 2017 apresentou uma queda de 20,4% na comparação com janeiro de 2016. As duas atividades que se acrescentam para compor o indicador registraram queda, sendo a de Veículos, motocicletas, partes e peças com -30,5% e a de Materiais de Construção, com -26,2%. Com essas variações, o volume de vendas do Comércio Varejista Ampliado em Goiás no acumulado nos últimos 12 meses (-11,5%), comparado com mesmo período anterior, apresentou uma redução maior que a observada para o Brasil (-7,9%).

Regionalmente, para o volume de vendas do comércio varejista, 24 das 27 unidades da federação assinalaram recuo em janeiro sobre janeiro de 2016. No mês, a variação no volume de vendas goianas teve a segunda maior queda em comparação com os demais Estados, e recuo muito superior ao nacional. Os dados referentes a esta comparação permitem também posicionar a variação do volume de vendas de Goiás em relação às demais unidades da Federação.

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