Conflito no Sudão do Sul já recrutou 16 mil crianças
Redação DM
Publicado em 27 de novembro de 2015 às 02:00 | Atualizado há 11 anosNOVA IORQUE — Desde o início da guerra civil que assola o Sudão do Sul, 16 mil crianças foram recrutadas à força por diferentes grupos militares, denunciou nesta sexta-feira o fundo da ONU para a infância (Unicef).
“A situação das crianças continua sendo grave. Apesar da assinatura de um acordo de paz em agosto, há poucos sinais de melhora. Continuam ocorrendo em todo o país graves violações dos direitos das crianças, incluindo assassinatos, sequestros e violências sexuais”, declarou um porta-voz do Unicef, Christophe Boulierac.
Em agosto, estabeleceu-se um acordo de paz — que não foi cumprido pelos combatentes, que continuam causando mortes no país.
As funções destas crianças dentro de um contexto de guerra variam. Elas podem ser usadas para lutar nos combates, ou ainda como mensageiros, carregadores e até como escravos sexuais.
O Sudão do Sul proclamou sua independência em julho de 2011. Desde então o país enfrenta uma guerra étnica e política, marcada pela rivalidade entre o chefe da rebelião, Riek Machar, ex-vice-presidente, e o atual chefe de Estado, Salva Kiir.