Criança de sete anos guarda prova do próprio abuso após ser desacreditada; veja vídeo
Redação Online
Publicado em 27 de março de 2026 às 18:38 | Atualizado há 4 meses
Após a denúncia, a vítima enfrentou um quadro de abandono dentro do próprio núcleo familiar
A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, cumpriu mandado de prisão preventiva contra um homem de 25 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado de forma reiterada contra a própria sobrinha. Os abusos tiveram início quando a menina tinha apenas 5 anos de idade e se estenderam por mais de dois anos.
O caso veio à tona em 2025, quando a criança relatou espontaneamente a situação à coordenação pedagógica de sua escola. A revelação, feita fora do ambiente familiar, expôs uma realidade silenciada dentro de casa, e foi o ponto de partida para a investigação criminal.
Após a denúncia, a vítima enfrentou um quadro de abandono dentro do próprio núcleo familiar. Os parentes rejeitaram o relato da criança e trataram as revelações como inverdade. Sem apoio em casa, ela ficou exposta ao agressor e ao silêncio de quem deveria protegê-la.
Diante de um novo episódio de abuso, a menina tomou uma atitude que comoveu investigadores: ela preservou material biológico do agressor e o colocou em um recipiente para entregar aos familiares, que o repassaram à polícia. Ao ser questionada sobre o gesto, a criança respondeu: “Porque como ninguém acreditava em mim, eu pensei que se fizesse isso alguém ia acreditar”.
Em depoimento, a menina descreveu a progressão dos crimes ao longo do tempo. Ela relatou que, ao tentar gritar ou se afastar, era sufocada pelo investigado, que também fazia ameaças de morte para garantir o silêncio da vítima.
O investigado foi localizado e preso. O material preservado pela criança está sob custódia policial para análise pericial e integra o conjunto probatório do caso. O sigilo sobre a identidade da vítima é absoluto.
Foto e Vídeo: @conexaoanapolina