Cotidiano

Cristina Kirchner reaparece com Scioli e ataca Macri em discurso

Redação DM

Publicado em 6 de novembro de 2015 às 07:10 | Atualizado há 11 anos

BUENOS AIRES – Nesta sexta-feira, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, voltou a aparecer em público ao lado do candidato governista à Presidência do País, Daniel Scioli, que vai disputar o segundo turno contra Mauricio Macri no fim deste mês. A chefe de Estado Ela defendeu a política de governo em favor do desenvolvimento da ciência, mas não poupou críticas ao opositor em discurso na inauguração da segunda parte do Polo Tecnológico Nacional, no bairro de Palermo, na capital do país.

Ela atacou Macri a respeito de uma declaração que o opositor deu ao “La Nación” há cerca de um ano. Na época, ele disse que seu eventual governo acabaria com os negócios sujos ligados a direitos humanos, em referência à corrupção no programa argentino “Sueños Compartidos”.

— Um (em referência a Macri) disse que os direitos humanos eram um negócio sujo. Negócio sujo foi o golpe dos grupos econômicos cúmplices que se enriqueceram com a ditadura e que desapareceram com 30 mil argentinos para impor seu plano econômico — disse a presidente, segundo a AFP. — Meu governo foi defensor dos direitos humanos, da liberdade de imprensa, do acesso à saúde e à educação. Agora os direitos humanos não são “Sueños Compartidos” e os “negócios sujos” que inventaram.

A campanha governista sustenta que Macri está vinculado a setores que apoiaram o regime militar. Ela afirmou ainda que foi alvo de uma “campanha suja” da oposição na campanha pró-kirchnerismo.

— Campanha imunda, diria. Publicaram mais de 30 capas (de jornal) que têm a ver com minha condição de mulher, não como governo. Dizem que sou bipolar, sem falar das capas degradantes — reclamou a presidente, segundo o jornal “La Nación”.

Cristina Kirchner não fez menção a Scioli em sua fala, mas os dois se abraçaram ao fim da mensagem. As eleições argentinas marcam o fim de 12 anos do kirchnerismo no poder. Nas votações no primeiro turno, a presidente disse que sente que cumpriu sua missão e pretende continuar na militância política.

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