Cuba restringe saída de médicos ao exterior
Redação DM
Publicado em 1 de dezembro de 2015 às 10:10 | Atualizado há 11 anosHAVANA — Cuba vai restringir a saída dos médicos do país, na esteira de uma crise de imigração na América Central de pessoas que tentam chegar aos Estados Unidos, informou o governo cubano nesta terça-feira.
A medida constitui a primeira limitação a saídas de cubanos desde a reforma de imigração de 2013, que eliminou a exigência de rigorosas permissões para viagens.
Em um comunicado publicado no jornal oficial “Granma”, o governo informou sobre a decisão de reinstituir as limitações em viagens ao exterior de médicos de outubro de 2012, que obrigam o profissional a pedir autorização do Ministério da Saúde para sair.
De acordo com o “Granma”, a medida é imposta “ante a necessidade de garantir a nosso povo um serviço de saúde eficiente e de qualidade, assim como mitigar os danos que agora estão ocorrendo como resultado da seletiva e politizada política de imigração dos EUA em relação a Cuba e à crescente contratação não planejada de médicos cubanos em outros países”.
O que “não significa que os médicos especialistas não possam viajar ou viver no exterior, mas as datas de saída do país serão analisadas, tendo em conta a situação de cada profissional, para propiciar uma organização laboral que garanta a acessibilidade, a qualidade, a continuidade e a estabilidade do funcionamento dos serviços de saúde”, disse o “Granma”.
A medida será efetiva a partir de 7 de dezembro de 2015, segundo o jornal.
Em novembro, eclodiu uma crise de imigrantes cubanos na América Central, após a Nicarágua fechar a passagem para milhares de pessoas que queriam chegar por terra aos Estados Unidos, onde recebem tratamento especial como refugiados por sua nacionalidade.