Cunha aguardará sessão do Conselho de Ética para abrir trabalhos no plenário
Redação DM
Publicado em 24 de novembro de 2015 às 02:50 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – Depois de ser acusado de afrontar a independência o Conselho de Ética na semana passada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMSB-RJ), abriu a reunião de líderes desta terça-feira avisando que só vai começar as votações em plenário depois que o órgão encerrar sua sessão onde está sendo lido o parecer pela abertura de investigação contra Cunha. O presidente, no entanto, pressiona os partidos da base aliada para que garantam o quórum na sessão plenária.
A decisão foi tomada em almoço de Cunha com parte dos líderes da base que o apoiam. Eles avaliaram que é preciso vencer a obstrução anunciada por partidos de posição para não passar para a opinião pública a impressão de que a oposição obteve uma vitória sobre a ele. Líderes que participaram do almoço deixaram claro a Cunha que não irão interferir no Conselho de Ética, trocando membros ou pedindo para que votem a favor dele.
— Ninguém bota rédea no Conselho de Ética, não tem substituição, cada um vota conforme sua consciência — disse um líder aliado de Cunha.
Apesar dos líderes de partidos de oposição terem anunciado logo no início do encontro que não participarão mais desse tipo de reunião e que farão obstrução cerrada em plenário enquanto Cunha presidir e Casa, líderes da base deixaram claro que se empenharão para garantir o quórum. Segundo eles, a questão política não pode atrapalhar os interesses do país e impedir a votação de matérias importantes.
— Vamos votar, as votações interessam ao país – disse o vice-líder do PC do B, Daniel Almeida (BA).
— A base vai dar quórum, não vamos misturar política com a agenda que o país precisa — acrescentou o líder do PR, Mauricio Quintella Lessa (AL).