Defesa contesta acusações em investigação contra advogada sobre esquema milionário em Goiás
Redação Online
Publicado em 3 de agosto de 2026 às 21:59 | Atualizado há 1 hora
Defesa contesta acusações em investigação sobre suposta fraude milionária | Foto: DGPP
Defesa contesta acusações em investigação contra advogada sobre esquema milionário em Goiás
A defesa da advogada Jéssika Lorrane Bastos de Castro afirmou que todas as acusações apresentadas contra a profissional são falsas e rejeitou qualquer ligação dela com organização criminosa ou crimes de estelionato, nesta segunda-feira (03/08). A manifestação ocorreu após a prisão da investigada durante a Operação Phoenix, que apura um suposto esquema de fraude contra a Zema Financeira com prejuízo estimado em R$ 75 milhões.
Em nota, o advogado Marcelo Teixeira de Sousa declarou que não existe qualquer documento, extrato bancário ou elemento concreto que comprove movimentações financeiras atribuídas à cliente. Segundo a defesa, a investigação ainda não apresentou provas capazes de vincular Jéssika às condutas investigadas, motivo pelo qual pediu respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.
Conforme a investigação, o grupo teria captado recursos de investidores por meio da fintech Naskar Gestão de Ativos, ao prometer rentabilidade acima da média do mercado. Paralelamente, a apuração aponta que credenciais comprometidas foram utilizadas para invadir sistemas da Zema Financeira e realizar transferências via Pix para contas ligadas aos investigados. As autoridades estimam desvio de aproximadamente R$ 60 milhões dentro de um prejuízo total de R$ 75 milhões.
Os investigadores apontaram que Jéssika passou a ser investigada por suspeita de auxiliar na estrutura utilizada pelo grupo e por sua relação com o empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, proprietário da Naskar. Segundo a investigação, um imóvel do casal e empresas ligadas aos dois passaram por diligências durante a operação. Douglas deixou o Brasil antes do cumprimento do mandado de prisão preventiva e viajou para Dubai, conforme a apuração.
Além do caso que envolve a Zema Financeira, a investigação estima que cerca de 3 mil investidores possam ter sido afetados nacionalmente, com prejuízo aproximado de R$ 900 milhões. O caso permanece sob investigação, com bloqueios patrimoniais e outras medidas judiciais determinadas para preservar bens enquanto a apuração continua. A responsabilização dos investigados dependerá da análise das provas e de decisão definitiva da Justiça.
Maycon Douglas Bastos de Castro, irmão da advogada, também foi preso na operação. A defesa sustentou que ele não participou dos fatos investigados e afirmou que, ao descobrir o suposto uso indevido de seus documentos pelo então cunhado, registrou boletim de ocorrência espontaneamente junto à Polícia Civil. Os advogados pediram respeito à presunção de inocência durante a investigação.