Cotidiano

Dilma diz que não houve silêncio em relação à crise na Venezuela

Redação DM

Publicado em 25 de janeiro de 2016 às 04:00 | Atualizado há 11 anos

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BRASÍLIA — Em entrevista ao jornal equatoriano “El Comercio” nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que “houve tudo, menos silêncio do Brasil” em relação à crise política na Venezuela. A petista embarca nesta terça-feira para Quito, capital do Equador, onde participará da cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e terá um encontro de com o presidente do Equador, Rafael Correa.

— Houve tudo, menos silêncio do Brasil em relação à Venezuela. Acompanhamos com muita atenção os acontecimentos no nosso vizinho, país irmão e com o qual mantemos excelentes e sólidas relações. E temos sido muito presentes e atuantes para contribuir com o diálogo e busca de soluções — disse a petista, perguntada sobre o silêncio do país em relação ao desrespeito de direitos humanos e prisão de opositores do governo de Nicolás Maduro.

Dilma admitiu que a Venezuela “vive momentos difíceis”, mas disse acreditar que a eleição da nova Assembleia Nacional venezuelana, no último dia 6 de dezembro, vai aprimorar o diálogo no país.

— Com a instalação da nova Assembleia Nacional venezuelana, temos a expectativa de que todos os atores políticos mantenham e aprimorem o diálogo e a boa convivência, que devem ser a marca das sociedades democráticas. Não há lugar, na América do Sul do século XXI, para soluções políticas à margem da institucionalidade e do mais absoluto respeito à democracia e ao estado de direito.

​​Dilma Rousseff também foi questionada sobre a mudança no cenário político da América do Sul, com a eleição do presidente argentino Maurício Macri, um liberal, no lugar de Cristina Kirchner, com quem a petista mantinha boa relação. Ela disse ver com “naturalidade a alternância de poder”.

— Vejo com naturalidade a alternância de poder na região, ela expressa a vontade popular. Considero que o desenvolvimento da Unasul transcende opções preferenciais por governos ou ideologias, pois o que está em jogo são interesses permanentes. As relações do Brasil com seus vizinhos são, antes de tudo, relações entre estados, fundamentadas em interesses compartilhados e projetos concretos de integração.

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