Direção da Polícia Civil questiona falta de gasolina
Redação DM
Publicado em 9 de maio de 2015 às 03:23 | Atualizado há 11 anos
Beto Silva
A Polícia Civil de Goiás não concorda com o procedimento adotado pelo delegado Cristiomário Medeiros, que teria escoltado a pé 18 presidiários pelas ruas de Planaltina de Goiás – município da região do Entorno do Distrito Federal. O episódio foi notícia em diversos veículos de comunicação do País e as imagens foram distribuídas nas redes sociais e aplicativos de celular.
Em relação à reportagem “Delegado transfere presos a pé”, publicada no Diário da Manhã, na editoria Cidades, na edição desta sexta-feira, a Polícia Civil, por meio de sua direção, diz que não procede a informação de que a transferência de presos tenha ocorrido por falta de gasolina. “A delegacia, na verdade, tem estrutura necessária para fazer a remoção dos presos. Inclusive, temos sete veículos novos. O meio utilizado pelo delegado foi inadequado”, afirma o delegado Norton Luiz Ferreira, delegado chefe de comunicação.
“Só o aparato utilizado já seria suficiente para fazer a contenção”, diz o policial. O chefe de comunicação informa também que o delegado poderia ter “solicitado apoio em Formosa ou na direção da Polícia Civil”.
REFORMA
Norton disse ainda que a delegacia foi reformada e não está em má condição, mas reconhece que a estrutura não é a mais segura para impedir as fugas – o que motivou toda a ação da autoridade policial. “A delegacia está ótima. Só aguarda compra de móveis, ar condicionado, etc”.
Norton também esclarece que não se pode misturar os fatos: a atitude do delegado foi incorreta, mas ele é um excelente profissional. “O delegado é um trabalhador extremamente dedicado e correto. Só não foi convencional em sua atitude”, analisa.