Cotidiano

Dos 31 suspeitos de ataques sexuais, 18 pediram asilo, diz governo alemão

Redação DM

Publicado em 7 de janeiro de 2016 às 23:05 | Atualizado há 11 anos

COLÔNIA, Alemanha — Entre os 31 suspeitos de agressões a mulheres na noite de ano novo na cidade alemã de Colônia, 18 eram refugiados em processo de pedir asilo no país, informou o porta-voz do ministério do Interior, Tobias Plate. Entre os criminosos, nove seriam argelinos, oito marroquinos, cinco iranianos e quatro sírios. Três cidadãos alemães, um iraquiano, um sérvio e um americano também estão entre os homens interrogados.

— Dos 31 suspeitos com nomes conhecidos, 18 têm status de demandantes de asilo — afirmou Plate, citando sobretudo roubos e agressões físicas. — Também foram apresentadas três denúncias por agressões sexuais, mas as pessoas que as cometeram ainda não foram identificadas.

Para o ministro de Justiça, Heiko Maas, as pessoas condenadas por esses crimes podem ser deportadas se estiverem pedindo asilo.

— A lei permite que pessoas sejam deportadas durante o pedido de asilo se forem condenadas a um ano de prisão ou mais, o que ocorre em casos de ofensas sexuais — disse Maas. — Trata-se de uma nova forma de crime organizado (…) Será preciso refletir sobre isso, pensar em meios para enfrentá-lo.

A ocorrências de uma centena de casos de violência sexual na noite de ano novo em Colônia ganhou amplitude à medida em que novas denúncias são registradas. Segundo os relatos, mais de mil pessoas, em sua maioria jovens bêbados, agrediram ou protegeram os agressores de mulheres.

A chanceler Angela Merkel conversou por telefone com a prefeita da cidade, Henriette Reker, e manifestou indignação diante dos atos. Antes, o governo alemão havia alertado contra preconceitos a migrantes que buscam refúgio no país. Enquanto isso, organizações de extrema-direita voltaram a atacar o grande fluxo de imigrantes à Alemanha, que recebeu mais de um milhão de requerentes em 2015.

Outras cidades alemãs também registraram ataques semelhantes na mesma noite. Em Hamburgo, cerca de 50 incidentes similares foram denunciados.

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