Eduardo Braga diz que PMDB não tem ‘perfil de golpe’
Redação DM
Publicado em 8 de dezembro de 2015 às 02:15 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, falou nesta terça-feira diretamente com a presidente Dilma Rousseff e disse, após cerimônia na sede do ministério, “lamentar muito” que seu partido, o PMDB, esteja no centro da crise política atual que envolve o governo federal. Disse ainda que o partido não tem “perfil de golpe”.
— Eu lamento porque o PMDB é um partido que tem história no Brasil e história com a democracia. O PMDB não tem histórico nem perfil de golpe. Não creio que o PMDB apoie nenhum movimento que venha a fazer uma ruptura à nossa democracia do voto popular, sem que haja fundamentação jurídica consubstanciada junto à opinião pública brasileira e junto ao cidadão brasileiro.
Braga lembrou que a democracia brasileira, diferentemente de outros países com democracia consolidada , tem como premissa constitucional o voto direto para a presidência.
— O Brasil tem democracia do voto direto, diferentemente de outras democracias consolidadas. Portanto, é preciso tomar muito, mas muito, cuidado para que, ao se usar os mecanismos constitucionais, não estejamos quebrando exatamente o que a Constituição tem como seu pilar e seu fundamento, que é a democracia do voto direto.
O ministro, que é senador licenciado pelo PMDB e foi indicado pela bancada do partido do Senado para assumir o papel à frente da Pasta de Minas e Energia, disse que a maioria do partido é contra a ruptura do governo Dilma.
— Lamento muito que o PMDB esteja no centro dessa situação, mas creio que, majoritariamente, pelo menos pelas conversas que tive nos últimos dias, eu não creio que seja uma posição majoritária dentro do PMDB, que é pela legalidade e pela manutenção do voto direto.