Empresário de Goiânia é investigado por ocultar R$ 34 milhões em esquema ligado ao PCC
Redação Online
Publicado em 29 de abril de 2026 às 20:37 | Atualizado há 2 meses
Empresário é alvo de operação por suspeita de ocultar milhões
O empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, foi preso, na segunda-feira (27/04), em uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. A apuração aponta que valores expressivos circularam por estruturas empresariais associadas ao suspeito.
Segundo relatório policial, cerca de R$ 34 milhões foram movimentados em contas vinculadas ao empresário e a instituições relacionadas a ele. As transações levantaram suspeitas por indícios de ocultação de origem ilícita dos recursos.
As investigações indicaram que ao menos seis organizações estariam sob influência de Adair, entre elas a Fundação Pró-Cerrado, onde atua como presidente. Também aparece a Fundação Sagres, que não consta formalmente em seu nome no CNPJ, mas surge no contexto das apurações.
O inquérito aponta que uma fintech criada por João Gabriel de Melo Yamawaki, investigado por ligação com o PCC, teria sido utilizada para facilitar a circulação do dinheiro. Conversas entre os envolvidos reforçam a suspeita de articulação financeira no esquema.
Além de Adair e João Gabriel, o investigado Saul Simão Valt, conhecido como “Kiko”, também aparece nas apurações. Os três estão entre os seis alvos de prisão temporária decretada pela Justiça por 30 dias.
Apesar dos indícios, o relatório não aponta vínculo direto do empresário com a facção criminosa. A suspeita central recai sobre o uso de estruturas empresariais para viabilizar a movimentação dos recursos. As defesas não foram localizadas até o momento.
Foto: Reprodução