Cotidiano

Empresários de Anápolis são detidos ao embarcar para evento de apostas em São Paulo

Redação

Publicado em 8 de abril de 2026 às 21:33 | Atualizado há 2 meses

As investigações indicaram que os suspeitos atuavam no núcleo tecnológico da organização
As investigações indicaram que os suspeitos atuavam no núcleo tecnológico da organização

Dois empresários de Anápolis, pai e filho, foram presos em Goiânia, nesta terça-feira (07/04), durante uma operação da Polícia Civil do Paraná que apura um esquema nacional de jogos ilegais e lavagem de dinheiro. A detenção aconteceu no momento em que ambos seguiam para São Paulo, onde participariam de um congresso do setor de apostas.

As investigações indicaram que os suspeitos atuavam no núcleo tecnológico da organização. Eles teriam desenvolvido sistemas que modernizaram o jogo do bicho, com plataformas digitais capazes de ampliar o alcance da atividade ilegal em diversas regiões do país.

A apuração policial apontou Goiás como o principal polo financeiro do esquema criminoso. Segundo a corporação, o grupo estruturou empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos e inserir valores ilícitos na economia formal, com aparência de legalidade.

Os sistemas criados pela organização permitiam a transmissão de jogos clandestinos e o controle financeiro das operações. De acordo com a polícia, as ferramentas eram utilizadas por bancas em ao menos 14 estados, o que reforça a dimensão nacional do esquema.

A ofensiva policial contou com mais de 330 agentes e três aeronaves. Foram cumpridas 371 ordens judiciais, que incluíram mandados de prisão, buscas e bloqueios de contas. O objetivo foi atingir até R$ 1,5 bilhão em bens ligados aos investigados.

As autoridades sequestraram dezenas de veículos, imóveis e cabeças de gado, além de retirar do ar 21 sites de apostas ilegais. As ações ocorreram em Goiás e em outros estados, como Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Pará.

A investigação começou há mais de três anos e analisou um grande volume de dados financeiros e digitais. A polícia identificou mais de 520 mil transações suspeitas e concluiu que o grupo operava de forma estruturada há mais de uma década.

Os empresários são investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais. Os nomes não foram divulgados, e a defesa não foi localizada até a publicação.

Foto: Reprodução


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