Cotidiano

Equipe de jornalistas é retida no aeroporto de Caracas perto das eleições

Redação DM

Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 01:20 | Atualizado há 11 anos

CARACAS – Uma equipe de jornalistas da emissora de televisão argentina Telefe e uma repórter da CNN Espanha foram retidos durante horas no aeroporto de Caracas por suposta falta do documento de “admissão temporária” do equipamento de trabalho. Segundo o site “Perú21”, os profissionais foram liberados para entrar no país, mas o material que seria usado na cobertura das eleições venezuelanas no próximo domingo ficou detido pelas autoridades de segurança.

“Depois de mais de 3 horas de espera no aeroporto internacional de Caracas, 8 caixas de nosso equipamento técnico ficaram ‘retidas’”, afirmou Patricia Janiot, repórter da CNN Espanha no Twitter. “Dizem que não temos a declaração de admissão temporal do equipamento”, completa a jornalista, que disse que o trâmite para autorização do material durou mais de um mês com o Ministério da Comunicação da Venezuela, a Conselho Nacional Eleitoral do país e a embaixada venezuelana.

Segundo mensagem na rede social de Guillermo Panizza, repórter da Telefe, a embaixada da Venezuela na Argentina não havia informado a necessidade do papel. Ele relatou seis horas de retenção no aeroporto.

— Para ir trabalha não precisávamos de visto, só uma aprovação gerida pela embaixada — disse o jornalista em entrevista à Radio Mitre, da Argentina, segundo o jornal “La Nación”. — Fomos submetidos a uma verificação técnica e documental; revisaram todos os nossos elementos de trabalho. Devíamos apresentar uma admissão temporal e o estoque de equipamentos que levávamos junto à uma nota para explicar o que iríamos fazer. Mas a embaixada não havia nos informado sobre isso. Então, começaram a gestão na embaixada argentina na Venezuela para ver si poderia liberar a situação

Segundo o jornalista “o curto-circuito se deu entre a embaixada argentina e as autoridades venezuelanas”. Patricia Janiot afirmou que altas autoridades da Venezuela estão cientes e parecem dispotas a colaborar para superar o ‘mal entendido’.

— Mudaram as regras do jogo quando chegamos — afirmou Panizza.

Em 2012, o jornalista argentino Jorge Lanata enfrentou situação semelhante. Ele foi detido por uma hora no aeroporto de Caracas pelo serviço de inteligência do então presidente Hugo Chávez quando foi ao país para cobrir as eleições daquele ano. No retorno à Argentina, ele e sua equipe foi interrogada novamente pelo Serviço de Informação.

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