Cotidiano

Esperança para futuro

Redação DM

Publicado em 11 de outubro de 2015 às 23:46 | Atualizado há 1 ano

Celebrado no Brasil em 12 de outubro, o dia das crianças é uma data que não serve apenas para presentear, mas para mostrar o que realmente elas representam. Com isso, nada melhor do que aproveitar essa comemoração para ouvir quais são os verdadeiros presentes que elas desejam ganhar. Bonecas, bolas, carrinhos e celulares estão na lista de alguns deles, mas muitos querem algo fora das opções materiais.

A reportagem foi às ruas de Goiânia e encontrou crianças que presenciam e se preocupam com as reais necessidades dos pais e pensam como o mundo seria melhor se a violência não fizesse parte do cotidiano. São bons conselhos vindos dos pequenos e que revelam que muitos os adultos precisam prestar mais atenção a essas crianças, em sua pureza e no olhar de esperança que carregam. Afinal, elas serão o nosso futuro.

O que você quer ganhar no dia das crianças?

 

“Queria conhecer o Papa Francisco pessoalmente e ganhar um abraço dele!” - Murilo Matos Silva, 12 anos

“Queria ganhar uma boneca e um passarinho na gaiola porque eu gosto. E também pra ouvir ele cantando na minha casa” - Maria Eduarda Santos Silva, 6 anos

“Queria que as pessoas que moram na rua ganhasse uma casa e alimentos pra eles” - Kelly da Silva, 9 anos

“Queria alegria no mundo! E poder dormir com a janela aberta sem ter medo do perigo” - Maria Eduarda Miranda da Silva, 10 anos

“Eu queria que o mundo fosse melhor e mais seguro, muita gente rouba. Os políticos tinham que construir mais hospital, proibir o que é errado e colocar mais polícia na rua” - Guilherme Soares, 9 anos

“Queria ganhar uma boneca e que houvesse mais amor no mundo” - Ana Carolina Martins dos Santos, 8 anos

“Queria ganhar mais segurança, nossa cidade está muito perigosa. E que as pessoas não jogasse lixo na rua, pois isso prejudica muito a natureza. Os políticos deveriam melhorar também, corrupção é uma coisa ruim, é claro, e prejudica os trabalhadores e estudantes” - Isabella Amaral Ramos, 10 anos

“Queria mais paz, se dependesse das crianças não tinha violência entre as pessoas” - Inglid da Paz Ribeiro, 9 anos

“Eu queria ganhar uma máquina para dar à minha mãe” - Daniel Luiz da Silva, 7 anos

“Queria um guarda roupa pro meu pai, ele está precisando. Eu queria também mais amor, tem muita violência” - Charles Daniel, 8 anos

Direitos das Crianças

Na Declaração dos Direitos da Criança, criada em 20 de novembro de 1969, possui dez princípios que devem ser respeitados para que as crianças possam viver protegidas e dignamente. São eles:

– Todas as crianças são credoras destes direitos, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, condição social ou nacionalidade, quer sua ou de sua família.

– A criança tem o direito de ser compreendida e protegida, e devem ter oportunidades para seu desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. As leis devem levar em conta os melhores interesses da criança.

– Toda criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade.

– A criança tem direito a crescer e criar-se com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas, e à mãe devem ser proporcionados cuidados e proteção especiais, incluindo cuidados médicos antes e depois do parto.

– A criança incapacitada física ou mentalmente tem direito à educação e cuidados especiais.

– A criança tem direito ao amor e à compreensão, e deve crescer, sempre que possível, sob a proteção dos pais, num ambiente de afeto e de segurança moral e material para desenvolver a sua personalidade. A sociedade e as autoridades públicas devem propiciar cuidados especiais às crianças sem família e àquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

– A criança tem direito à educação, para desenvolver as suas aptidões, sua capacidade para emitir juízo, seus sentimentos, e seu senso de responsabilidade moral e social. Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais. A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

– A criança, em quaisquer circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber proteção e socorro.

– A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, abandono, crueldade e exploração. Não deve trabalhar quando isto atrapalhar a sua educação, o seu desenvolvimento e a sua saúde mental ou moral.

– A criança deve ser criada num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

(Criada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU)

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