Estudante é condenada a oito anos e três meses por atear fogo em colega
Redação
Publicado em 7 de abril de 2026 às 21:34 | Atualizado há 2 meses
Islane Pereira Saraiva Xavier e Marianna Cristhina Gonçalves Areco Santos
O Tribunal do Júri da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida, em Goiânia, condenou Islane Pereira Saraiva Xavier pela tentativa de homicídio contra a estudante Marianna Cristhina Gonçalves Areco Santos. O crime ocorreu em 31 de março de 2022 no pátio do Colégio Estadual Palmito.
A acusada foi julgada por ter lançado substância inflamável sobre a vítima e ateado fogo em seu corpo, causando lesões graves. O Conselho de Sentença reconheceu que Islane deu início à execução de um homicídio que não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade.
Os jurados rejeitaram a tese absolutória e reconheceram três qualificadoras: motivo torpe (comentários negativos da vítima sobre a acusada), meio cruel (uso de fogo) e recurso que dificultou a defesa da vítima (ataque surpresa).
A defesa buscou o reconhecimento da semi-imputabilidade de Islane, alegando perturbação de saúde mental, e subsidiariamente pediu absolvição por clemência. Os jurados votaram de forma unânime pela condenação, reconhecendo também que a ré tinha capacidade reduzida de entendimento.
O juiz presidente Jesseir Coelho de Alcântara aplicou a pena de 8 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, na Penitenciária Odenir Guimarães. A decisão levou em conta a gravidade do ato, o ambiente escolar e o sofrimento prolongado da vítima.
A sentença determinou a expedição de mandado de prisão provisória, a comunicação ao TRE sobre suspensão dos direitos políticos da ré e o perdimento dos bens apreendidos relacionados ao caso.
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