EUA autorizam frigorífico goiano a exportar carne
Redação DM
Publicado em 24 de setembro de 2016 às 02:46 | Atualizado há 10 anos- Empresa já emitiu nota oficial manifestando-se aos associados sobre o andamento de suas ações
Os pecuaristas e frigoríficos brasileiros estão saudando o incremento das exportações de carne in natura. A Minerva S/A, uma das companhias líderes no continente e que atua em Palmeiras de Goiás, já emitiu nota oficial manifestando-se aos associados sobre o andamento de suas ações. A unidade goiana tem capacidade de abate de até 2.000 cabeças diárias. O ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, ao participar da 9ª Conferência Internacional de Confinadores em Goiânia na terça-feira, demonstrou sua euforia aos quinhentos participantes do evento sobre as ações do governo às exportações de carnes e grãos. Ele revelou, inclusive, que o ministro Blairo Maggi já ampliou esse mercado em sete países da Ásia.
O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços informou que, até a terceira semana de setembro, exportou 51,2 mil toneladas de carne in natura. O volume embarcado por dia foi de 4,7 mil toneladas, aumento de 29,7% em relação a agosto e 1,7% em relação a mesmo período do ano passado. O faturamento somou US$ 209,4 milhões no período. Se o ritmo dos embarques se mantiver, o País deverá fechar o mês com 98,7 mil toneladas, o que representa um aumento de 2,8% em relação a mesmo período do ano passado.
Após a abertura do mercado norte-americano, anunciada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, no mês passado, facilita a venda de carne bovina in natura para outros países, já que este é um mercado rigoroso.
Aptos
Agora, cinco plantas frigoríficas brasileiras estão aptas a exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos. Três unidades ficam nos municípios de Campo Grande, Naviraí e Bataguassu, em Mato Grosso do Sul. Os outros estabelecimentos são de Barretos (SP) e Palmeiras de Goiás (GO).
No último domingo, o primeiro contêiner do produto para os EUA foi despachado do frigorífico de Bataguassu. Na segunda-feira, outro contêiner partiu do estabelecimento de Campo Grande. “Nas próximas semanas, mais duas unidades devem estar aptas a vender o produto aos norte-americanos”, informa o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), do Mapa, José Luís Vargas.
As novas plantas ficam em Paranatinga (MT) e Promissão (SP). A de Paranatinga já foi indicada pelo ministério aos EUA e aguarda a homologação final para iniciar os embarques. “Novos pedidos de exportação vão depender da iniciativa privada, de acordo com a atratividade do mercado”, diz o diretor do Dipoa. Ele assinala que o Brasil deve ser ágil para ocupar boa fatia da cota de importação americana de 64 mil toneladas por ano, isenta de tarifa, que é dividida por alguns países.
Comunicado da Minerva
O diretor de Relações para Investidores do grupo Minerva, Eduardo Pirani Puzzielli, emitiu comunicado ao mercado relatando que “a companhia, uma das líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne in natura, gado vivo e seus derivados, que atua nos segmentos de processamento de carne bovina, suína e de aves, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu da Divisão de Habilitação e Certificação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com anuência do Departamento de Agricultura Norte-Americano (USDA), a informação de que, a partir desta data, suas plantas localizadas em Barretos (capacidade de abate de 840 cabeças/dia) e em Palmeiras de Goiás (capacidade de 2.000 cabeças/dia) estão habilitadas a exportar carne in natura para os Estados Unidos”.
Prossegue a nota que o “Sistema de importação dos Estados Unidos é realizado através de cotas específicas por país ou por grupos de países, e não foi designada uma cota específica para o Brasil. Sendo assim, inicialmente o país fará parte da cota “Outros” (com um total equivalente a 64,8 mil toneladas/ano), onde países como o Chile, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana, em conjunto, também estão aptos a exportar para os Estados Unidos”. Por fim, o grupo reitera seu compromisso de manter os acionistas e o mercado em geral informados acerca do andamento do assunto.