Cotidiano

EUA não vão ceder em campanha contra o Estado Islâmico, diz Obama

Redação DM

Publicado em 21 de novembro de 2015 às 23:35 | Atualizado há 11 anos

KUALA LUMPUR, Malásia — O presidente americano, Barack Obama, disse neste domingo que os EUA e seus aliados internacionais “não cederão” na luta contra o Estado Islâmico e que o mundo não vai aceitar que ataques de extremistas contra civis, em Paris ou qualquer outro lugar, seja tratado como algo “normal”.

— A ferramenta mais poderosa que temos é dizer que não temos medo — disse Obama, em meio à cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Obama incentivou a participação da Rússia no combate aos extremistas na Síria, lembrando que o Estado Islâmico também é acusado de ter derrubado um jato de passageiros russo no fim do mês passado, provocando a morte de 224 pessoas.

— Ele (Vladimir Putin) precisa ir atrás das pessoas que mataram cidadãos russos — disse Putin.

Apesar de a Rússia ter reforçado sua campanha na Síria, Obama afirma que o foco de Moscou tem sido nos rebeldes moderados, que também lutam contra o presidente sírio, Bashar Al-Assad, aliado de Putin. Para Obama, a Rússia deveria fazer um “ajuste estratégico” e retirar seu apoio a Assad.

— Não vai adiantar para mantê-lo no poder — disse Obama. — Nós não podemos parar de lutar.

Os ataques em Paris, que deixaram 130 mortos há pouco mais de uma semana, reforçaram a necessidade de se reforçar a coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico. Na terça-feira, o presidente da França, François Hollande, se reúne com Obama em Washington, depois segue para Moscou.

— Nossa coalizão não vai ceder. Nós não vamos aceitar a ideia de que ataques terroristas em restaurantes, teatros e hotéis sejam o novo normal, ou que nós não temos poder para pará-los — disse Obama. — Vamos destruí-los. Vamos tomar de volta terras onde eles estão atualmente, retirar seu financiamento, caçar as lideranças, desmantelar suas redes e linhas de abastecimento.

PARTICIPAÇÃO NA CONFERÊNCIA DE PARIS

Obama aproveitou para reafirmar sua participação na conferência do clima de Paris, que começa no próximo dia 30, e convidou os outros líderes mundiais a tomarem a mesma posição, para demonstrar aos terroristas que não existe medo.

— Acredito que é absolutamente vital para todos os países e todos os líderes enviar a mensagem de que a crueldade de um punhado de assassinos não impedirá o mundo de se ocupar dos assuntos importantes — disse Obama. — Não sucumbiremos ao medo. Este é o poder que os terroristas querem ter sobre nós.

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