Ex-secretário do Amazonas confirma que governo federal defendeu tratamento precoce
Redação DM
Publicado em 16 de junho de 2021 às 13:37 | Atualizado há 5 anos
A Secretaria de Saúde do Amazonas fez um pedido ao Ministério de Saúde de envio de cloroquina para o Estado no dia 5 de janeiro, período que antecedeu o colapso no sistema de saúde de Manaus com a falta de oxigênio para atendimento de pacientes do novo coronavírus. O medicamento não tem eficácia comprovada cientificamente contra covid-19, mas o uso foi incentivado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.
Em depoimento na CPI da Covid, nesta terça-feira, 15, o ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo afirmou que a secretária Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde, esteve em Manaus no dia 4 de janeiro e houve forte ênfase ao chamado tratamento precoce.
Em documento enviado à CPI, a secretaria estadual apresentou uma relação de solicitações feitas ao ministério durante a pandemia. O pedido de cloroquina foi feito no dia 5 de janeiro, um dia após a reunião com a secretária, conforme a lista. A data de 5 de janeiro coincide com um dos picos de casos do novo coronavírus na região, observou a senadora.
Oxigênio
Ao falar na CPI, o ex-secretário alegou que, durante o ano de 2020, o consumo de oxigênio não apresentava risco de fornecimento. A CPI, porém, recebeu dois documentos da empresa White Martins alertando a secretaria do Amazonas, em julho e setembro do ano passado, sobre o aumento da demanda por oxigênio Campêlo apontou uma estrutura precária na atenção primária em Manaus e a explosão de casos pela nova variante da covid-19 como contextos para a crise no Estado. Em nota, a empresa reforçou os alertas enviados à gestão estadual.