Cotidiano

Explosões e tiroteio em Jacarta deixam ao menos seis mortos

Redação DM

Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 03:35 | Atualizado há 11 anos

JACARTA – Várias explosões e um tiroteio nesta quinta-feira no centro da capital da Indonésia e deixaram ao menos seis mortos. Segunda a polícia, quatro mortos eram atiradores. A polícia suspeita que um terrorista suicida seja responsável por ao menos uma das explosões.

Uma das explosões foi no Starbucks café e forças de segurança foram vistas entrando no prédio.

— Janelas do café Starbucks quebraram. Vi três pessoas mortas na estrada. Houve um período de calmaria no tiroteio, mas alguém está no telhado do edifício e policiais estão apontando suas armas para ele — disse um fotógrafo da Reuters.

A Indonésia tem estado nas últimas semanas sob a ameaça representada por militantes islâmicos e policiais antiterroristas lançaram uma ofensiva contra pessoas com suspeitas de ligações com o Estado Islâmico.

De acordo com o Twitter da polícia de Jacarta uma explosão ocorreu em frente ao shopping center Sarinah, na principal avenida.

Alguns prédios da área foram evacuados.

Uma explosão foi ouvida em separado no subúrbio de Palmerah, mas não há detalhes disponíveis.

A Indonésia tem a maior população muçulmana no mundo, a maioria pratica uma forma moderada da religião.

O país viveu uma onda de ataques de militantes na década de 2000, o mais mortal foi um atentado a bomba em uma discoteca em Bali que deixou 202 mortos, a maioria turistas.

A polícia tem sido bem sucedida na destruição de células domésticas de militantes desde então, mas as autoridades estão preocupadas com um ressurgimento inspirado por grupos como o Estado Islâmico e de indonésios que retornam depois de lutar com o grupo.

Os últimos grandes ataques de militantes em Jacarta foram em julho de 2009, com bombas nos hotéis JW Marriott e Ritz Carlton.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, declarou nesta quinta-feira que as explosões no centro de Jacarta são atos terroristas.

— Nossa nação e nosso povo não deveriam ter medo, não seremos vencidos por esses atos terroristas — declarou Widdod à rede de televisão Metro TV, acrescentando que as autoridades condenam este ato que perturbou a segurança e espalhou o terror entre a população.

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