Farc pedem plano de ação contra paramilitares antes de assinar acordo de paz
Redação DM
Publicado em 28 de novembro de 2015 às 02:15 | Atualizado há 11 anosBOGOTÁ – Em um momento crucial das negociações de paz, as Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc) pediram neste sábado que o governo ajude a definir um plano de ação conjunta contra grupos paramilitares. A guerrilha, que pretende se converter em uma força política, consideram estes grupos uma ameaça ao processo.
“Propomos que nós e o governo cheguemos a um acordo para uma unidade especializada de investigação, informando a localização geográfica e nexos com poderes políticos e econômicos locais, nacionais e internacionais. Será um plano de ação para o desmonte do paramilitarismo”, dizem em comunicado os representantes das negociações em Havana, pedindo um rápido desarmamente destes grupos.
A Colômbia já tentou negociar entre 2002 e 2010 a desarmada e a desintegração de grupos paramilitares apoiados pelo tráfico. Eles são tidos pela guerrilha de esquerda como os maiores rivais em ações armadas.
O prazo estimado para essa ação se daria em quatro meses, de acordo com a proposta apresentada. Ele começaria a ser aplicado a partir da assinatura do acordo de paz esperado para até 23 de março.
Acordos-chave para o processo de paz com as Farc foram acertados entre o governo de Juan Manuel Santos e a guerrilha comandada por Timoleón Jimenez, o Timochenko. Com um recente pacto de justiça e reparação às vítimas, os líderes e o presidente cubano, Raúl Castro, anunciaram um planejamento final de temas a serem discutidos para que a assinatura seja consumada.