Cotidiano

Filha de Cunha pede para ser excluída de inquérito no STF

Redação DM

Publicado em 14 de novembro de 2015 às 01:50 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – A defesa de Danielle da Cunha Doctorovich, filha do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser excluída do inquérito que investiga a suspeita de que o deputado mantinha dinheiro desviado da Petrobras em contas na Suíça. Além de Cunha e Danielle, a mulher do parlamentar, Claudia Cruz, também é investigada no inquérito. A família teria tido contas pessoais pagas com os recursos. A suspeita é de que os três tenham cometido crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O deputado também é suspeito de corrupção.

A , e autorizada pelo relator da Lava-Jato no STF, ministro Teori Zavascki. A investigação tem por base documentos enviados pelo Ministério Público da Suíça com informações sobre contas supostamente mantidas por Cunha. Os valores não foram declarados pelo parlamentar.

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Na petição enviada ao tribunal, os advogados de Danielle afirmam que ela não era alvo da investigação na Suíça. Portanto, não poderia ser incluída no inquérito aberto no STF. Ainda segundo a defesa, o fato de ter tido contas pagas com o dinheiro não configura crime algum.

“O fato de a agravante figurar como dependente em determinado contrato de cartão de crédito, por força de atos unilaterais praticados por terceiros, obviamente não corresponde a nenhuma das figuras típicas objeto da investigação”, escreveram os advogados.

Em outubro, Zavascki determinou a transferência do dinheiro depositado em nome de Cunha. Segundo o Ministério Público Federal, são aproximadamente 2,5 milhões de francos suíços, equivalentes a cerca de R$ 9,6 milhões. O dinheiro está bloqueado na Suíça e, por decisão do ministro, será mantido da mesma forma no Brasil, em uma conta judicial.

O pedido de sequestro e bloqueio dos valores foi feito pelo procurador-geral junto com o pedido de abertura do inquérito para apurar a origem do dinheiro mantido na Suíça. O objetivo da medida é assegurar o ressarcimento dos cofres públicos, se ficar comprovado ao fim do processo que o dinheiro é fruto de crime.

Segundo as investigações realizadas pelas autoridades suíças, Cunha era titular de três contas na Suíça e a mulher dele, Cláudia Cruz, era titular de outra. Duas das contas de Cunha foram encerradas antes que as autoridades suíças conseguissem bloquear o valor. As outras duas contas tinham saldo de 2,39 milhões de francos suíços e de 176 mil francos suíços. O dinheiro teria sido proveniente de pagamento propina referente a contratos da Petrobras.

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