Cotidiano

Filho procura pai

Redação DM

Publicado em 22 de junho de 2016 às 03:40 | Atualizado há 10 anos

Felipe Oliveira da Silva, 17 anos, está em busca do pai que nunca conheceu. Ele narra que a mãe, Maria da Glória Oliveira da Silva, 42 anos, na época com 25 anos, conheceu o homem que seria seu pai chamado João Luiz de Oliveira, na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. Estes começaram a namorar, mas, em pouco tempo, João, que estava apenas a trabalho no município, decidiu retornar para sua cidade de origem, Goiânia, após o término da obra a qual era responsável como engenheiro civil.

Ao decidir partir, conta Felipe, João Luiz, seu suposto pai, teria chamado Maria da Glória para vir com ele para Goiânia, mas ela optou por ficar, uma vez que seus pais não apoiavam o relacionamento. Não sabendo os dois que seriam pais, cada um seguiu caminhos distintos. Felipe observa que a mãe depois que descobriu que estava grávida até tentou entrar em contato com o namorado, mas já não tinha mais as informações deixadas por ele.

O jovem revela que desde que a mãe se despediu de seu hipotético pai, quando ele decidiu voltar para Goiânia, ela nunca mais teve notícias dele, permanecendo ela na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, e ele, presumem, em Goiânia, destino para onde ele informou que estava indo.

De posse das poucas informações que conseguiu sobre o pai, o adolescente está determinado a encontrá-lo. “Ele não sabe que existo, mas a minha expectativa é de encontrá-lo e dar lhe um abraço bem forte, não tenho palavras para descrever a emoção caso o encontre”, define.

Felipe, ainda na infância, foi morar com a mãe em Uberaba, Minas Gerais, local onde reside até hoje. Ele decidiu procurara a reportagem do Diário da Manhã para pedir ajuda para localizar o pai que ele assegura morar na Capital. “Espero que, com a divulgação da matéria, meu pai ou pessoas ligadas a ele o reconheçam e entrem em contato comigo, pois desejo muito encontrá-lo”, ressalta.

O adolescente destaca que a mãe, assim como ele, pouco sabe da história do pai, sabem apenas que ele estava a trabalho na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, sendo que, assim que concluiu a obra, retornou para sua cidade de origem, Goiânia, e este teria na época dois filhos homens, de outro relacionamento, os quais Maria da Glória teve a oportunidade de conversar por telefone.

O jovem faz um apelo para quem tiver qualquer informação a respeito do paradeiro do pai entrar em contato com ele através dos telefones: (34) 99102-4160 (34) 99132-7455, ou pelo e-mail: [email protected].

Crescer sem o pai

Felipe Oliveira da Silva considera que a figura do pai na vida dos filhos representa o porto seguro, o que ele, lamenta, não teve. Ele acredita que a falta do pai auxiliando seu caminhar no que era certo e no que era errado fez muita falta. “Para mim foi muito angustiante crescer sem a presença do meu pai, nos meus aniversários não pude ter a presença dele, e assim em todos os bons momentos da minha vida sempre faltou algo, a presença do meu pai”.

Ele acrescenta que, por não ter crescido com o acompanhamento do pai, muitas decisões que tomou na vida foram diferentes das esperadas caso contasse com a orientação do pai. “Considero que algumas decisões as quais tomei na vida poderiam ter sido evitadas ou melhor escolhidas com a participação e apoio do meu pai. Sua ausência me machuca e se pudesse voltaria no tempo para poder conhecê-lo desde que nasci. Pai, você sem dúvidas deve ser a melhor pessoa do mundo, mesmo sem conhecê-lo amo você. ”

 

 

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