Cotidiano

Fim de ano deve impulsionar vendas e ampliar geração de renda no setor de moda goiano

Redação Online

Publicado em 11 de novembro de 2025 às 14:39 | Atualizado há 7 meses

Produção local e aumento do fluxo de visitantes fortalecem economia de Goiânia e projetam crescimento de até 30% nas vendas no último trimestre

O último trimestre de 2025 deve registrar um dos períodos mais aquecidos para o setor de moda em Goiás. Projeções apontam que o volume de vendas deve crescer até 30% entre outubro e dezembro, impulsionado pelo aumento da produção de coleções de fim de ano, maior circulação de consumidores e fortalecimento das redes de confecção e atacado.
A intensificação da atividade econômica é sentida em toda a cadeia produtiva, do transporte e hospedagem ao varejo e alimentação. Hotéis, restaurantes e serviços da região central de Goiânia registram crescimento na demanda desde o início do mês passado, acompanhando o fluxo de lojistas, revendedores e turistas de compras vindos de diversos estados.
O setor de confecção e moda mantém papel estratégico na economia goiana, sustentado majoritariamente por micro e pequenas empresas familiares, muitas delas lideradas por mulheres empreendedoras. Segundo levantamento de grupos empresariais do segmento, cerca de 73% dos produtores confeccionam suas próprias peças, garantindo autonomia, agilidade e controle de estoque.

Produção local e geração de empregos
O período natalino é considerado o mais intenso do calendário para a indústria de moda. As confecções reforçam o número de costureiras, modelistas, vendedores e auxiliares, enquanto o comércio investe em ações sazonais para atender ao crescimento da procura por roupas e acessórios voltados às festas de fim de ano.
Empresários do setor afirmam que a fabricação local é o principal diferencial competitivo. “Produzir internamente nos permite responder rapidamente à demanda e manter a qualidade das peças”, afirma Jaquelline Laes, empresária do segmento infantil. No mesmo sentido, Débora Garcez, do setor feminino, observa que “as clientes começaram a se programar mais cedo para as compras, e isso vem garantindo um ritmo constante nas vendas desde outubro”.

Perspectiva de crescimento
Com a chegada das festas, as expectativas são de aumento nas contratações temporárias e expansão das vendas no atacado e varejo. A combinação entre produção própria, modernização logística e fortalecimento do turismo de compras deve encerrar o ano com saldo positivo.
Um dos principais reflexos desse movimento é observado na Região da 44, polo que concentra mais de 15 mil pontos comerciais e cerca de 120 mil empregos diretos e indiretos. O local, considerado o segundo maior centro de moda do país, deve receber mais de 2 milhões de visitantes até dezembro, consolidando-se como o principal eixo de geração de renda e negócios do setor em Goiás.

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