Cotidiano

Fora Temer marca 7 de setembro em Goiânia

Redação DM

Publicado em 7 de setembro de 2016 às 17:14 | Atualizado há 2 anos

É sempre assim:  a cada 7 de setembro um numeroso grupo de pessoas se divide para homenagear a pátria.

Na manhã desta quarta-feira, 7, entre a avenida Tocantins e Anhanguera, em Goiânia, novamente policiais, bombeiros, estudantes e guardas realizaram o desfile cívico, que teve início às 9h e seguiu até as 11h.

As crianças se divertiram com a cavalaria, os carros da polícia e o helicóptero.  O comércio ambulante fez promoções: a água foi vendida a R$ 1, pipoca a R$ 2 e bolo a três reais.



 

Nesta quarta-fora, um pouco de tudo entrou no repertório: da extinta Kid Abelha ao hit “Eye of Tiger”, da banda Survivor, que aparece em um dos filmes da série Rocky  Balboa.

 

Unidades de ensino, batalhões, corporações, políticos, etc, se organizaram no desfile que ocorreu no sentido da contramão da avenida responsável por escoar o goiano ao centro do poder, na praça Cívica.

Escolas como José Lobo realizaram evoluções na avenida: meninas adornadas com bambolês e roupas brilhantes realizavam aberturas olímpicas no asfalto enquanto várias bandas interpretavam canções muitas vezes nada a ver com a ocasião.

O rufar de tambores e a batida forte na caixa brindavam a todos com as horas e horas de estudo que adolescentes perderam só para estarem ali.

VEJA VÍDEO

https://youtu.be/4y3ZAMw0G1E 

Nesta quarta-fora, um pouco de tudo entrou no repertório: da extinta Kid Abelha ao hit “Eye of Tiger”, da banda Survivor, que aparece em um dos filmes da série Rocky  Balboa.

Idosos tentavam entender que música era aquela que ouviam. Por isso,  mexiam com a cabeça olhando para o céu – era o tema do programa “Globo Esporte”, triunfante, métrico,  “cantabile”.

No meio do desfile um grupo considerável gritava palavras de ordem como “Fora, Temer” e “Marconi, bicheiro, devolve meu dinheiro”. Um idoso entrou no meio da avenida com os netos de bicicleta e realizaram um protesto familiar: “Brasil corrupto”.

Afrontas à parte, muitas das agressões meras suspeitas de ilícitos contra a honra, davam o tom de que o desfile é o mesmo, mas tem mudado alguns quesitos. E o protesto é o primeiro deles.

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Um público considerável lotou as bordas da avenida e acompanhou  o “grande evento” da manhã.

AJUDEM A ROTAM

Políticos pediam votos e uma cena chamava atenção em plena avenida: um carro da Rotam ajuda outro a “pegar”, já que o veículo resolveu estragar justamente no desfile – um dia para mostrar imponência, força, determinação e poder. Não foi dessa vez.

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O que fica é o exemplo de como as tradições se fortalecem. Ou melhor, de como o desfile é um exemplo de solidariedade e de junção de partes aparentemente díspares da sociedade, de como o Brasil se constituiu uma nação em defesa da paz e da dignidade.

Deficientes participaram do desfile, pobres, policiais graduados, a velha guarda da segurança pública, enfim, pessoas que, de fato, fazem o Brasil uma nação.

O civismo é exatamente o gostar daquilo, o fazer do desfile uma síntese do que é o país.  Enfim, fazer do Brasil uma república: coisa pública.

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