Cotidiano

Gilmar Mendes diz que corrupção na Lava-Jato é estratosférica

Redação DM

Publicado em 23 de novembro de 2015 às 00:45 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes chamou de “estratosféricos” os valores de corrupção que são revelados durante a Operação Lava-Jato e comparou o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco à uma moeda. O ministro participa de uma palestra do seminário Grupo de Líderes Empresariais (Lide), nesta segunda-feira, em São Paulo.

— No mensalão, passamos sete meses julgando um processo que envolvia R $ 170 milhões. E agora no petrolão, temos uma nova moeda: um Barusco vale R$ 100 milhões – disse Mendes.

Ex-gerente executivo da diretoria de Serviços da Petrobras, Barusco firmou acordo de delação premiada e se comprometeu a devolver aos cofres da Petrobras mais de US$ 100 milhões, recursos desviados da estatal.

Gilmar Mendes fez mais comparações entre a dimensão dos dois escândalos políticos:

— Se fossemos julgar, pela dimensão, o mensalão hoje, ele teria que ser julgado no Juizado de Pequenas Causas — falou, sendo aplaudido por cerca de 400 pessoas, em São Paulo.

Segundo o magistrado, na época que o tribunal avaliou o mensalão, aquele era considerado o maior caso de corrupção da história do país. E que, de certa maneira, foi importante para o sucesso da Lava-Jato.

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