Goiás deverá colher 22,5 milhões de toneladas de grãos
Redação DM
Publicado em 9 de março de 2018 às 00:58 | Atualizado há 8 anos
Na segunda projeção do ano para a safra 2018, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Goiás foi estimada em 22,5 milhões de toneladas, 0,7% inferior ao total obtido na safra de 2017. Esta redução deve-se às menores produções previstas, principalmente, por causa das quedas de 1,2% na estimativa de produção da soja e de 13,2% do milho 1ª safra. O levantamento da produção agrícola foi apresentado, ontem, pelo IBGE.
O Estado tem a estimativa de produção de soja para 2018 em 11,2 milhões de toneladas, apresentando queda de 0,7%, mesmo com o aumento da área plantada, que passou de 3,31 milhões de hectares para 3,34 milhões de hectares, aumento de 0,9%. Desse modo, a atual previsão para a soja se aproxima da safra anterior, que caracterizou recorde para o estado, devido às condições climáticas favoráveis.
A perspectiva para o milho 1ª safra, cultura em declínio no estado, é de 1,74 milhão de toneladas, representando queda de 13,2% em relação ao ano anterior. A área de milho 1ª safra a ser colhida é de 222,7 mil hectares, 8,9% menor do que em 2017. A perspectiva é que essa diminuição se estenda ao milho 2ª safra, devido ao atraso no plantio de soja e à consequente redução da janela de plantio.
GOIÁS, 4º NO RANKING
Na avaliação para 2018, Goiás aparece como o 4º maior produtor nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas (9,9%), atrás somente dos estados de Mato Grosso (25,1%), Paraná (17,6%) e Rio Grande do Sul (14,6%).
Até o momento de 65% da área de soja já foi colhida no Estado. “A demora na chegada das chuvas em outubro durante o plantio e os constantes volumes de chuva registrados nas últimas semanas de colheita fazem com que a colheita esteja um pouco mais atrasada em relação a 2017”, explica o analista técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Cristiano Palavro.
“Por enquanto a produtividade esperada é a mesma da safra anterior, o que deve resultar numa produção total de 4% inferior ao resultado de 2017, com 7,26 milhões de toneladas”, aponta Palavro.
O analista aponta ainda que o plantio da safrinha em relação a outros estados produtores está mais lento, já que até o momento de 85% da área esperada já foi cultivada. “Isso indica que quase um quinto da safrinha deve ser cultivado em um período de elevado riscos climático”, enfatiza.