Cotidiano

Instituto Histórico e Geográfico de Goiás é invadido pela terceira vez

Redação DM

Publicado em 12 de abril de 2016 às 03:26 | Atualizado há 1 ano

Na madrugada do dia 11 de Abril, o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, localizado na Praça Cívica, entre as ruas 85 e 82, foi invadido. Foram levados todos os computadores, impressoras, uma televisão de 55’, medalhas de honra presentes no terceiro andar entre outros pertences. As portas foram arrombadas, documentos e outros pertences revirados. Esta é a terceira vez que o IHGG é invadido em um prazo de duas semanas.

No dia 26 de Março, sábado, o Doutor e Pesquisador, Bento Fleuri, estava trabalhando no IHGG quando ouviu passos pelo prédio, porém continuou trabalhando pois achou tratar-se de algum colega de trabalho. Após algum tempo, ao abrir a porta da sala onde estava deu de cara com o invasor, segundo ele, moreno, magro e usando apenas uma bermuda, portando uma faca na cintura. Ao perceber que Fleuri estava no prédio, o invasor desceu as escadas e foi embora. Doutor Fleuri, com medo de que houvessem outras pessoas no prédio, o seguiu até o lado de fora, quando entrou em contato com a polícia e o presidente, Coelho Vaz.

No dia seguinte (domingo-27), entretanto, o prédio foi novamente invadido, e o computador da Biblioteca foi levado. Ainda de acordo com informações apuradas com os funcionários do local, neste computador estavam catalogados cerca de 30 mil livros.

O edifício original em que funcionava o IHGG foi a primeira instituição cultural de Goiânia, compondo as primeiras construções do centro da cidade. Antes da revitalização da Praça Cívica, o local era cercado, porém, como ele faz parte do cenário central, houve a necessidade de tirarem as cercas. Atualmente os expedientes de serviço ocorrem um prédio mais novo, localizado atrás do original. Nesta última invasão chegaram a entrar neste prédio, que tem a fachada em frente à Praça, saíram sem levar nada.

O Instituto, que é privado, não tem dinheiro para repor tudo que foi levado e reparar as portas que do terceiro andar, que foram todas arrombadas. Os funcionários acreditam que a mesma pessoa realizou as três invasões, possivelmente acompanhado na última vez. No local em que houve mais danos é possível identificar pegadas e no térreo há também cigarros usados, facas e um boné em baixo da janela que foi forçada.

Os funcionários relatam o sentimento de insegurança e impotência. Bento ainda disse em entrevista, que não pretende mais trabalhar aos finais de semana, pois tem medo que o local seja novamente alvo de criminosos. No instituto os pedidos de policiamento são unanimidade. Para eles, a presença de um policial armado coibiria possíveis invasões no futuro.

 

 

 

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