Cotidiano

Ismael Alexandrino estuda possibilidade de retorno às aulas presenciais em Goiás

Redação DM

Publicado em 6 de outubro de 2020 às 18:57 | Atualizado há 6 anos

O secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, declarou que está sendo analisada a possibilidade de volta às aulas presenciais, a partir de novembro, em Goiás. Porém, é imprescindível que a queda nos índices de morte pelo coronavírus e ocupação de UTI se mantenham em queda.

Por conta da pandemia por Covid-19, às aulas na rede pública estão suspensas desde de março. Segundo o secretário, embora muitas pessoas digam que as crianças têm poucas complicações e também menor taxa de letalidade, elas podem transmitir a doença (assintomáticas), por isso a necessidade de ter cuidado na retomada das atividades.

” Mês passado foi liberado no COE (Centro de Operações de Emergências), dois aspectos técnicos que são parâmetros que nos norteiam. Um deles é a taxa de ocupação de UTI abaixo de 75% por quatro semanas. E o outro, também por quatro semanas é a redução sustentada da taxa de mortalidade em 15%. No final de semana, essa taxa [UTI] ficou abaixo de 75%, mas é algo incipiente, é algo de dois ou três dias ainda”, analisou o secretário.

A taxa de mortalidade segue em queda também. O primeiro índice há três semanas, foi de 5%. Em seguida, passou para 9%, atualmente está em 19%, sendo a primeira dentro do índice indicado pelo COE para retorno das aulas.

” Como a discussão prevê que se mantiver por quatro semanas, a gente começa a pensar na possibilidade desse retorno em novembro. Lembrando que caso isso se efetive, não é no mesmo padrão anterior, teriam diversos protocolos, turmas intercaladas, diversos fatores”, pontuou Alexandrino.

Ainda de acordo com o secretário, outro indicador importante é o pedido de internação, que também reduziu. No período mais crítico chegou-se a 198 solicitações de leitos e, agora esse número varia entre 27 e 44

Alexandrino explicou que, como o período de internação de pacientes é de aproximadamente 20 dias, esse reflexo deve ser sentido daqui há duas semanas na queda da taxa de ocupação.

Porém, o secretário confirmou que não é o momento para que as medidas de distanciamento e proteção sejam ignorados, pois caso contrário, os índices podem subir novamente.

Conforme o site G1, enquanto o estado não atinge os índices estabelecidos pelo COE, escolas particulares tentam na Justiça autorização para reabrir. Destas, 65 instituições de ensino chegaram a conseguir liminares, para retomarem as aulas particulares. No entanto, as sentenças foram derrubadas por outra decisão judicial

Apesar disso, no mesmo dia outras seis escolas conseguiram uma nova liminar para funcionarem, em Goiânia. A Procuradoria Geral do Município informou que vai recorrer.

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