Israelense grávida é esfaqueada do segundo ataque a mulheres em 24 horas
Redação DM
Publicado em 18 de janeiro de 2016 às 01:55 | Atualizado há 11 anosJERUSALÉM — Uma israelense grávida ficou ferida nesta segunda-feira após ser esfaqueada por um homem palestino em uma colônia perto de Jerusalém, informaram as autoridades, no segundo ataque contra uma mulher em menos de 24 horas. Segundo o porta-voz do hospital Shaare Tzedek, onde ela está hospitalizada, sua vida e a do bebê não correm perigo. Após a ação, a polícia atirou no jovem, de 17 anos, que está em estado grave.
A mulher de 30 anos é Michal Froman, nora do falecido rabino Menachem Froman. Ela, que está grávida de cinco meses, estava em um armazém quando foi atacada pelo palestino. Após o episódio, o Exército israelense emitiu uma ordem para retirar todos os trabalhadores palestinos dos assentamentos e zonas industriais em Gush Etzion, o que aumenta ainda mais a tensão.
Este é segundo ataque contra uma israelense no Sul da Cisjordânia em menos de 24 horas. No domingo, a enfermeira Dafna Meir, de 38 anos e mãe de seis filhos, foi morta a facadas em casa que fica numa colônia ao sul da cidade de Hebron. As crianças, que têm entre 4 e 17 anos, presenciaram a agressão, mas não ficaram feridas. O corpo dela foi enterrado nesta segunda-feira em Jerusalém.
As forças israelenses prosseguem com as buscas pelo agressor, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu uma resposta ao ataque.
— Vamos prender o odioso terrorista que assassinou Dafna Meir, que criava seis filhos ao lado de seu marido — disse o premier. — Os que tentarem nos prejudicar serão levados à justiça e pagarão um preço alto.
Após os ataques, as autoridades proibiram nesta segunda-feira a entrada nas colônias do Sul da Cisjordânia de milhares de trabalhadores palestinos. Os analistas, no entanto, apontam que a medida pode aumentar ainda mais a tensão.
Desde o início da onda de violência em outubro, 155 palestinos, muitos deles ao atacarem soldados ou civis. Por outro lado, 24 israelenses morreram, além de um americano e um eritreu.