Jovem é agredida em boate no Rio de Janeiro
Redação DM
Publicado em 29 de janeiro de 2016 às 15:37 | Atualizado há 10 anos
A estudante Ana Clara Côrtes, de 21 anos, foi agredida com três tapas na nuca por um homem após se recusar a ficar com ele, em uma boate da Zona Sul do Rio. O incidente teria acontecido no último domingo.
De acordo com a vítima, ela estava dançando com uma amiga, na pista do estabelecimento, quando foi abordada por um homem. Depois que ela dispensou o rapaz, ele teria dado três tapas em sua nuca.
Após o ocorrido, a estudante informou um dos funcionários da boate, que teria dito que “era melhor ela deixar pra lá”. Porém, depois que Ana Clara saiu da boate, o mesmo homem a abordou novamente, acompanhado de um amigo e de seu irmão, e a assediaram moralmente. Eles ainda teriam dito que a agressão não seria detectada por um exame de corpo de delito.
A jovem procurou a gerência da casa noturna para denunciar o episódio, mas o gerente afirmou que não poderia fazer nada em relação a postura do funcionário, pois a empresa de segurança da boate seria terceirizada.
Ana Clara foi até a 14ª DP( Leblon) na última segunda-feira, onde registrou boletim de ocorrência por agressão e fez um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Segundo a Policia Civil, eles estão buscando testemunhas e imagens das câmeras de segurança da boate.
No Facebook, a estudante fez um relato do episódio. Confira:
Boa tarde a todos! Vim aqui para relatar um fato que ocorreu ontem durante a festa.
Estava dançando com minha amiga na parte superior do evento, perto do bar e camarotes, lateral ao palco dos Djs, quando fui abordada por um homem, cujo nome não sei, que “estava querendo me conhecer”. Não interessada em conhecê-lo, não o respondi como ele esperava, e, para a minha surpresa, obtive uma resposta inesperada. LEVEI TRES TAPAS NA NUCA!!!! Chamei os seguranças e para piorar a situação, eles ME IGNORARAM! Aquele homem que mal me conhecia, acompanhado do irmão e o amigo, me bateu e os seguranças foram incapazes de fazer algo! E, para piorar a situação, os 3 diziam ser advogados e me abordaram novamente, AGRESSIVAMENTE, e falaram que, por ser na nuca, não haviam provas e que se eu fosse à delegacia prestar queixa, seria em vão. Queria agradecer por todo apoio e segurança que a produção do evento me proporcionou! E aos queridos, que se dizem homens, em especial ao que me bateu, aprendam a respeitar um NÃO dado!”