Justiça condena delegado por improbidade após 22 anos
Redação DM
Publicado em 9 de novembro de 2015 às 06:15 | Atualizado há 11 anosRIO – Vinte e dois anos após o Ministério Público estadual entrar com a primeira ação baseada na lei de improbidade administrativa, a Justiça condenou, em primeira instância, o hoje delegado aposentado Antônio Nonato da Costa, ex-titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes. De acordo com a sentença, ele terá que pagar ao estado o valor referente a todos os bens adquiridos de forma ilícita entre os anos de 1987 e 1992. Sobre esta quantia, ainda será acrescida uma multa de 200%. Ainda não há uma análise efetiva sobre a lista de bens que se enquadram na decisão.
Também foram condenados na ação duas ex-mulheres e dois filhos do delegado, que hoje vivem em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Nonato também teve os direitos políticos suspensos por oito anos e está proibido, por dez anos, de “contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios”.
A defesa de Nonato anunciou que vai recorrer. Já o Ministério Público entrou com um recurso e pretende cassar também a aposentadoria recebida pelo delegado.
Em 1993, uma reportagem do GLOBO mostrou que Nonato era proprietário de uma fazenda, uma lancha e um posto de gasolina. Na época, o responsável pela ação foi o então procurador-geral do estado, Antônio Carlos Biscaia.