Justiça condena homem por assassinato de mulher trans em Anápolis
Redação Online
Publicado em 15 de junho de 2026 às 17:30 | Atualizado há 1 hora
Condenação por morte de mulher trans prevê 14 anos de prisão | Foto: Reprodução
A Justiça condenou Valdizio Neto dos Santos Almeida pelo assassinato de Samylla Alves Guimarães, mulher trans morta em julho de 2025, na zona rural de Anápolis. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da comarca, que reconheceu a autoria e a materialidade do crime.
Os integrantes do Conselho de Sentença descartaram a tese de negativa de autoria apresentada pela defesa. Os jurados também acolheram a qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, o que resultou na condenação por homicídio qualificado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o condenado entrou em contato com Samylla por meio do Instagram para combinar um programa sexual. Após buscá-la na residência, ele seguiu com a vítima até uma estrada vicinal próxima à Universidade Estadual de Goiás (UEG), em uma região afastada e sem iluminação.
Segundo a acusação, Samylla foi atingida por quatro disparos de arma de fogo. Três tiros ocorreram à curta distância. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. As circunstâncias do crime sustentaram a qualificadora reconhecida pelos jurados.
As investigações levaram os policiais até a residência do acusado na manhã seguinte ao homicídio. Durante as diligências, equipes encontraram vestígios de sangue nas roupas do suspeito. A prisão em flagrante ocorreu logo após a descoberta dos indícios.
Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri fixou pena de 14 anos de reclusão em regime inicial fechado. A decisão também determinou o pagamento de indenização mínima de R$ 150 mil aos familiares da vítima.