Kirchneristas fazem blitz por 91 projetos antes de posse de Macri
Redação DM
Publicado em 26 de novembro de 2015 às 04:05 | Atualizado há 11 anosBUENOS AIRES – A bancada kirchnerista na Câmara fez uma blitz na Câmara dos Deputados argentina para usar as sessões finais para aprovar 91 projetos. Com quórum mínimo alcançado, os deputados contrariaram os apelos do presidente eleito, Mauricio Macri, e tentam impor a criação de novas empresas estatais e outras medidas.
Um projeto forçado a voto foi a conversão de uma empresa de jazimento de gás de Río Turbio em estatal. A medida foi quesitonada pela oposição, já que custará cerca de 5 bilhões de pesos ao próximo governo em inversões.
— A província de Santa Cruz () fica com os lucros e a União acabará assumindo as dívidas — criticou a deputada opositora radical Patricia Giménez.
governada pela irmã de Néstor Kirchner, Alicia
A expropriação do edifício de um grande hotel e a distribuição de lucros de empresas telefônicas com funcionários também são votadas.
Um dia antes, o Senado sofreu uma medida semelhante para votar a aprovação de uma comissão bicameral para investigar cumplicidades civis e empresariais durante a ditaudra militar de 1976 a 1983.
Em um ponto da votação, o quórum quase foi derrubado pela ausência de três deputados da Frente para a Vitória, coalizão de Cristina. Partidos mais à esquerda completaram a casa.
Macri havia pedido que os parlamentares esperassem sua posse para trabalhar em novos projetos.
— Esta é uma evidência da insensatez da FpV em momentos que o povo quis uma mudança. Pedimos a a Julián Domínguez (presidente da Câmara) que facilitasse o novo governo, mas a resposta foi não — criticou Federico Pinedo, chefe do bloco do Pro, partido de Macri.