Líder de torcida organizada enfrenta júri por morte em emboscada em Aparecida
Redação Online
Publicado em 22 de abril de 2026 às 19:16 | Atualizado há 2 meses
Além de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, o réu também responde por corrupção de menores
O Tribunal do Júri de Aparecida de Goiânia julgou, nesta quarta-feira (22/04), Rodrigo Silva dos Santos, conhecido como “Sapão”. Apontado como liderança regional da torcida organizada Força Jovem Goiás, ele responde pela morte de Karlos Eduardo Souza Pires e pela tentativa de homicídio contra Rafael Vieira Santana. Os crimes ocorreram em outubro de 2024, em meio a confrontos entre torcidas rivais.
De acordo com o Ministério Público de Goiás, cerca de 30 integrantes da organizada teriam participado de uma emboscada contra membros do Esquadrão Vilanovense, no Setor Mansões Paraíso, após um clássico entre Vila Nova e Goiás. Karlos foi agredido com extrema violência, atingido por barras de ferro, pedaços de madeira e chutes, o que resultou em sua morte. Rafael, ao tentar prestar socorro, sofreu um disparo na clavícula.
Mesmo ferido, Rafael conseguiu escapar do ataque. Durante a fuga, os agressores incendiaram a motocicleta da vítima, em mais um ato de intimidação. O episódio reforçou o cenário de brutalidade que marcou a ação criminosa, segundo a denúncia apresentada.
Além de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, o réu também responde por corrupção de menores, devido à participação de um adolescente, posse ilegal de arma de fogo e associação criminosa. Outros envolvidos no ataque não foram identificados até o momento. O Ministério Público solicitou indenização mínima de R$ 30 mil para as vítimas e familiares.
O julgamento contou com oitiva de testemunhas e interrogatório do acusado, sob condução da juíza Cristiana Nasser. A sessão avançou ao longo do dia, com expectativa de conclusão ainda nesta noite. O caso chama atenção para a escalada da violência ligada a torcidas organizadas na região.
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