Cotidiano

Líder do PT defende votações no plenário da Câmara nesta terça

Redação DM

Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 03:50 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Ao defender a continuidade das votações em plenário nesta terça-feira, o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), evitou falar sobre a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do cargo – como defende parte de sua bancada. Segundo ele, como líder o que ele defende é a continuidade das votações de interesse do país na Casa. Sibá Machado acrescentou que quem pediu a saída, em plenário, de Cunha foram os líderes da oposição e são eles que devem ser procurados para falar sobre isso. Cunha abriu a ordem do dia da Câmara por volta das 17h30.

— O que nós precisamos é votar as matérias de interesse do país. Não me cabe fazer esse tipo de ponderação ( Cunha ter que ser afastado da presidência). Podem chamar do que quiser. Eduardo Cunha quem trata é o conselho de Ética e o Supremo. O Conselho julga o deputado, presidência da Câmara quem decide é ele ou a PGR. Não aceitamos misturar as duas coisas — disse Sibá.

O líder do PT negou qualquer tipo de interferência do governo ou do próprio PT na operação de busca e apreensão nas casas de Cunha e de outros peemedebistas. Para ele, quando Cunha acusa o governo e o PT de revanchismo, está agindo de “cabeça quente” e deixando de lado a razão.

Sibá Machado classificou como atitude de maturidade na reunião de líderes desta tarde a sinalização de vários partidos, inclusive parte da oposição, de votar as MPs que estão na pauta e a PEC dos Precatórios, de grande interesse de estados e municípios.

— Quem pediu essa PEC foram os governadores Pezão (Rio), Alckmin (SP) e Haddad (prefeito de São Paulo). Assinei a PEC junto com os líderes do PSDB e do PMDB. Votar isso é um ponto de maturidade da Casa, dos partidos. Quem quiser brigar, fique à vontade, mas eu entendo que é preciso votar, o Brasil precisa disso — acrescentou o líder do PT.

A oposição está em obstrução para pressionar Cunha a deixar o cargo, mas o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), disse que estudam abrir exceção para a votação da PEC dos Precatórios, muito importante para estados e municípios. Há resistência por parte do DEM, segundo os líderes. Em plenário, Mendonça Filho disse entender a posição do PSDB – pela importância da PEC dos precatórios _ mas pediu prazo para conversar com os demais líderes da oposição.

— Podemos chegar a um entendimento desde que o líder do governo concorde em votar apenas um medida provisória e em seguida a PEC dos precatórios — disse Mendonça.

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