Cotidiano

Maduro critica prefeito que viaja para tratar leucemia do filho

Redação DM

Publicado em 3 de dezembro de 2015 às 06:05 | Atualizado há 11 anos

CARACAS — “Carlos Ocariz, é um desocupado e frequenta Miami. Eu posso demonstrar. Este ano têm passado 70% de seu tempo vivendo em sua mansão em Miami”. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, falou desta forma contra o prefeito de Sucre, no estado de Miranda. Essa declaração vem em um período de campanha eleitoral tensa, na qual Maduro têm intensificado seus ataques verbais contra opositores, como se pôde ver em seu programa semanal na televisão.

O que é certo é que Ocariz têm viajado aos Estados Unidos diversas vezes, como ele mesmo admitiu. Mas não seria para ficar em uma mansão, como Maduro afirmou. Ele vai à um hospital: seu filho de 12 anos tem leucemia.

“Com as devidas autorizações tive que sair do país em diversas ocasiões por razões dolorosas, que não desejo a nenhum pai no mundo”, respondeu Ocariz em uma carta divulgada pelas redes sociais com a seguinte frase: “Indignação!”. Na carta, o prefeito diz que lamenta as declarações de Maduro “com fins eleitorais”.

“Isso é bastante repugnante, senhor presidente. Não vamos perder as perspectivas humanas. Muitos funcionários de seu governo sabem da situação delicada pela qual estou passando. Espero que nunca tenha que viver uma situação parecida. E espero, pela saúde do debate político, que recuperemos o nível de confrontação. A Venezuela merece que seu destino seja debatido de forma digna, sem infâmias tão dolorosas”, conclui Oricaz. Ele é candidato a deputado pelo partido de oposição “Primero Justicia“, do ex-candidato presidencial Henrique Capriles.

TOM MAIS DURO

Durante último contato antes das eleições deste domingo, o presidente venezuelano se mostrou especialmente duro com os dirigentes opositores e com todos aqueles que o contestaram ou criticaram nas últimas semanas. Maduro chamou Carpriles de “Caprillin” e disse que ele não havia feito nada pelos cidadãos de Miranda, estado do qual é governador. Maduro também criticou o secretario geral da OEA, Luis Almagro, depois de ele ter condenado o assassinato do dirigente opositor Luis Díaz na semana passada.

Foi a primeira vez, nesta terça-feira, que Maduro admitiu uma possível derrota eleitoral. “Se perdermos as eleições, a revolução continua e seguiremos lutando pelas ruas. Jamais entregaremos a revolução”.

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