Cotidiano

Maduro: denúncias de direitos humanos são tentativas de isolar país

Redação DM

Publicado em 12 de novembro de 2015 às 00:30 | Atualizado há 11 anos

GENEBRA — O presidente Nicolás Maduro denunciou nesta quinta-feira diante da ONU um “assédio permanente” para tentar isolar a Venezuela. As críticas ocorreram logo depois de o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da organização expressar preocupações sobre a imparcialidade da justiça venezuelana.

— Hoje a Venezuela enfrenta um assédio permanente e a má utilização, a manipulação do tema dos direitos humanos (…) para tentar isolar nosso país — declarou Maduro em Genebra.

Antes do pronunciamento, o Alto Comissário Zeid Ra’ad al-Hussein citou o caso do opositor Leopoldo López para ilustrar que o poder judiciário no país não é independente.

— Vários órgãos de direitos humanos da ONU (…) expressaram sérias preocupações sobre a independência do poder judiciário na Venezuela, a imparcialidade dos juízes e promotores e as pressões que enfrentam quando se trata de casos politicamente sensíveis — indicou al-Hussein.

Ele também expressou sua preocupação pela “intimidação, ameaças e ataques a jornalistas, defensores dos direitos humanos e advogados” e considerou muito preocupante a declaração de um amplo estado de exceção em 24 municipalidades, o que suspende várias garantias aos direitos humanos.

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