Cotidiano

Manifestação contra reorganização de ensino acaba em confronto em SP

Redação DM

Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 07:45 | Atualizado há 11 anos

SÃO PAULO – O protesto de estudantes contra a reorganização do ensino estadual terminou em confronto e pancadaria entre policiais militares e manifestantes. Por volta das 21 horas, pelo menos três mil pessoas chegaram à Secretaria Estadual de Educação depois de quase três horas de caminhada.

Quando a multidão ocupou a Praça da República e as imediações da secretaria, jovens com o rosto coberto, conhecidos como black blocs, começaram a atirar fogos de artifício, garrafas, pedras e paus contra o prédio da Secretaria e o contingente da Força Tática da PM que fazia o cordão de isolamento do local. A polícia revidou com bombas de gás lacrimogênio contra a multidão e soldados agrediram os manifestantes com cassetetes. Algumas pessoas eram carregadas depois de terem desmaiado na confusão. Milhares de pessoas saíram correndo em atropelo e a manifestação se dispersou pela ruas da República. O confronto resultou em menos quatro policiais feridos. Ainda não há informações sobre feridos e presos entre os estudantes.

A manifestação transcorrera de modo pacífico até este ponto. Os estudantes saíram da Avenida Paulista por volta das 18 horas e caminharam até o centro da capital sem incidentes. Durante todo o percurso, no entanto, jovens com os rostos cobertos por lenços e máscaras já carregavam paus e pedras.

Entre os manifestantes, a maioria era de estudantes, muitos menores de idade. A organização do protesto estava a cargo do grupo de alunos da Escola Estadual Fernão Dias, uma das que seria afetada pelo plano de reorganização de Alckmin, suspenso pelo governador na semana passada depois de uma série de ocupações em escolas, de protestos nas vias e da queda de seu índice de popularidade medido pelo Datafolha. Embora a suspensão do plano já tenha sido publicada pelo Diário Oficial, os estudantes decidiram não desocupar escolas e manter as manifestações nas ruas enquanto o governador não abandone definitivamente o projeto.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia