Manifestantes e polícia entram em confronto em SP
Redação DM
Publicado em 8 de janeiro de 2016 às 05:50 | Atualizado há 11 anosPSÃO PAULO— Movimentos que são contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô em São Paulo concentraram-se na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade. Eles saíram em passeata por volta das 18h30 para protestar contra o reajuste, que entra em vigor neste sábado. A passagem vai subir de R$ 3,50 para R$ 3,80.
Um grupo formado por pelo menos 100 pessoas, a maioria jovens, iniciou o ato na Cinelândia. O policiamento na região foi reforçado.
A manifestação em São Paulo foi organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), que também esteve à frente de protestos contra o aumento da tarifa em 2013 e 2014. O grupo disse que não divulgaria o trajeto da passeata previamente. Segundo a PM, o trajeto seria Avenida 23 de Maio, Viaduto Dona Paulina e Praça da Sé.
Um dos militantes do MPL, Vitor dos Santos, de 19 anos, disse que o grupo pretende organizar mais protestos até que o aumento seja barrado. A principal bandeira do movimento é a tarifa livre para todos.
— O fato de pagar caro pela passagem impede a gente de fazer muita coisa. O sistema é feito só para a gente ser transportado para o trabalho e a escola. A cidade não é feita para a gente usufruir dela. Só para produzir nela — disse Santos.
Além do MPL, estão presentes no ato movimentos como o Juntos, o Sindicato dos Metroviários, a União Paulista dos Estudantes Secundaristas, PSTU e Levante Popular. Entre os manifestantes, há black blocs e alunos da Escola Fernão Dias Paes, que ficou ocupada por 55 dias em um protesto contra um projeto do governo do estado que implicaria no fechamento de 93 escolas.
Um dos movimentos presentes, o Território Livre, distribuiu panfletos em que recomenda que os manifestantes ocupem prédios públicos e terminais d transporte. “As ocupações são a tomada do que é nosso”, diz o texto.
A aglomeração em frente ao Teatro Municipal chamou a atenção por quem passa pelo centro da cidade. Maria Helena de Sousa, 61, é líder comunitária em Artur Alvim, bairro da zona leste. Ela veio à região para pagar contas e aproveitou para apoiar a manifestação.
— Apoio totalmente. Quero mostrar para os meus netos que não puderam vir que pode participar — disse.
A Polícia Militar não divulgou o efetivo deslocado para o Teatro Municipal, mas a Tropa de Choque e ao menos 10 viaturas ocupam toda a calçada na Praça Ramos de Azevedo.
(*Estagiário, com supervisão de Flávio Freire)