Cotidiano

Manobra impede Conselho de Ética ler parecer contra Cunha

Redação DM

Publicado em 19 de novembro de 2015 às 09:15 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – Depois da ameaça de não ter sala para realizar a sessão do Conselho de Ética para a leitura do relatório que pede a abertura do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, uma sala foi garantida. A CPI dos Maus Tratos aos Animais cancelou a sessão. O local será usado para a . O quorum foi atingido às 10h22m, quando o deputado André Moura (PSC-SE), um dos principais aliados de Cunha, pedia a derrubada da sessão por falta de quorum.

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O deputado Zé Geraldo (PT-PA) admite que houve uma decisão dos três deputados da bancada petista no colegiado para não dar quorum na reunião de hoje para que Cunha tenha tempo de se defender. No entanto, ele negou que haja acordo fechado com o presidente da Câmara para demais votos no conselho.

— O jogo está sendo jogado e nós temos que ganhar. O campeonato ainda vai longe. Nossa decisão será conjunta. Os três deputados titulares do PT no conselho vão jogar junto e a decisão ainda não ocorreu. Nossa vontade hoje é votar com o relator – disse o deputado petista.

Na semana passada, Zé Geraldo afirmou ao GLOBO que apelo nenhum seria capaz de fazer com que ele votasse contra a abertura de processo de Cunha. Indagado hoje sobre críticas ao partido, ele respondeu:

— O PT está enjoado de apanhar, mas algumas lambadas … a sessão hoje não ia ter votação mesmo, não faz diferença. Estamos dando um tempo para ele ( Cunha) se defender.

Há uma tentativa do grupo aliado de Cunha de tentar inviabilizar a leitura do relatório para protelar o processo que pode levar à cassação do mandato de Cunha.

O deputado Mauro Lopes (PMDB- MG), por exemplo, estava próximo à sala onde a sessão será realizada e foi orientado pelos assessores a marcar a presença primeiramente na sessão do Plenário antes de ir ao conselho. Lopes disse que vai registrar a presença, mas até o momento não fez.

Se a sessão do Plenário tiver pelo menos 257 deputados presentes, Cunha pode abrir a sessão de votação na Casa, a chamada Ordem do Dia, e inviabilizar a leitura do próprio processo.

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