Mapeamento aponta aumento de até 50% nas áreas de risco em Goiânia até o fim de 2026
Wanda Oliveira
Publicado em 17 de abril de 2026 às 21:45 | Atualizado há 2 meses
Além das áreas de risco, a capital possui 136 pontos sujeitos a alagamentos
As chuvas intensas registradas nas últimas semanas acenderam o sinal de alerta em Goiânia. O município, que atualmente contabilizava 40 áreas classificadas como de risco hidrológico e geológico, entrou em fase de reavaliação após episódios recentes de alagamentos, enxurradas e erosões em diferentes regiões.
Levantamento indicou que esse total pode alcançar cerca de 60 pontos ainda em 2026, o que representa um aumento de 50%. A atualização segue critérios técnicos definidos pelo Serviço Geológico do Brasil, responsável por revisões periódicas dentro do plano nacional de redução de riscos, realizado a cada cinco anos.
Entre os locais considerados mais críticos, aparecem bairros como Vila Bandeirantes, Vila Roriz, Jardim Novo Mundo II, Residencial Recanto do Bosque, Jardim Petrópolis e Vila Maria Rosa. Muitas dessas áreas estão próximas a cursos d’água, fator que eleva a probabilidade de transbordamentos e processos erosivos.
O número de famílias residentes nessas regiões já alcançava cerca de 2 mil no último levantamento, feito em 2022. A nova atualização tende a ampliar esse contingente, diante da inclusão de novos pontos classificados como suscetíveis a desastres naturais.
Equipes da Defesa Civil intensificaram a vigilância nos locais mapeados, com inspeções em busca de rachaduras, infiltrações, acúmulo de entulho e sinais de instabilidade do solo. O acompanhamento ocorre de forma contínua, com suporte de tecnologia e atuação integrada com outras secretarias municipais.
Relatórios técnicos passaram a orientar intervenções emergenciais e, quando necessário, a retirada de moradores de áreas com risco iminente. A estratégia priorizou ações preventivas para evitar tragédias durante períodos de chuva mais intensa.
Além das áreas de risco, a capital possui 136 pontos sujeitos a alagamentos. Alguns trechos apresentam histórico recorrente, como vias no Parque Amazonas, onde o acúmulo de água compromete o tráfego e exige atenção redobrada de motoristas.
Foto: Reprodução