Marcos Rogério é escolhido relator do caso Cunha no Conselho de Ética
Redação DM
Publicado em 9 de dezembro de 2015 às 05:15 | Atualizado há 11 anosBRASÍLIA – O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA) decidiu indicar o deputado Marcos Rogério (PDT-RO) como novo relator do processo por quebre de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Marcos Rogério (PDT-RO) acabou votando ao lado de deputados aliados ao presidente da Câmara para adiar a votação do parecer de Fausto Pinato no Conselho de Ética. Ele Justificou seu voto sustentando que a insistência em votar o relatório, com a suspeição de Pinato, poderia anular o processo. O deputado disse que seu voto é para que a investigação contra Cunha seja aberta, como já adiantou na discussão no colegiado.
Ele disse que irá modificar o relatório já que não concorda com a tese de que é possível antecipar na admissibilidade juízo de mérito.
— Sou da tese de que n na admissibilidade, só se discute aspectos de admissibilidade, não se antecipa mérito — disse o deputado antes de ser escolhido para a função.
Indagado sobre a tese defendida por aliados de Cunha de apresentar um relatório – já nessa etapa preliminar – em que, na admissibilidade, já se estipule uma pena alternativa mais branda que a cassação – que pode variar entre censura verbal, escrita ou suspensão do mandato – Marcos Rogério respondeu que já até foi autor de parecer neste sentido no passado, mas não vê possibilidade no caso de Cunha.
— É possível você fazer a admissibilidade com resolução de mérito, mas cada caso é um caso. Depende da complexidade, da manifestação da defesa. O maior prejuízo numa situação dessa é cercear a ampla defesa. Não vejo este caso (Cunha) dentro da linha de resolução de mérito preliminar — disse o deputado pedetista.