MDB deve confirmar Daniel no comando para terceiro mandato
Redação DM
Publicado em 18 de junho de 2021 às 13:47 | Atualizado há 5 anos
A manutenção de Daniel Vilela à frente da executiva estadual do MDB, a ser confirmada na convenção marcada para esta sexta-feira, reforça a proposta de aliança do partido com o DEM para as eleições de 2022 e, ao mesmo tempo, enfraquece o movimento pró-candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas. É a terceira eleição consecutiva de Daniel Vilela para a direção do partido no Estado.
Assegurados mais de 80% dos votos dos convencionais emedebistas, Daniel caminha para consolidar sua hegemonia no comando do partido, principalmente após a impugnação da chapa liderada pelo deputado estadual e vice-presidente Paulo Cezar Martins. Ele e o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, são os líderes do movimento pela candidatura própria ao governo de Goiás. A convenção do MDB goiano traz uma novidade: a eleição para o diretório estadual será realizada em formado híbrido, desobrigando os delegados do deslocamento a Goiânia para votar. Os convencionais receberão um link para a votação, que pode ser realizada pelo celular. Haverá votação presencial na sede do partido, no Setor Aeroporto, em Goiânia. Serão 146 delegados apto a votar para eleição de 45 membros-titulares e 15 membros suplentes do diretório estadual, segundo Antônio Soh, assessor da direção do partido.
Fora do páreo
No domingo (13), a Comissão Executiva Estadual do partido indeferiu o registro da chapa liderada pelo deputado estadual Paulo Cézar Martins para concorrer nas eleições para o Diretório Estadual do partido. Era o prazo limite para apresentação de registros para a disputa.
O motivo do não aceite da postulação do deputado é de que a Chapa 2 não cumpriu o artigo 82 do estatuto do MDB, que prevê o mínimo de 5% de votantes inscritos na convenção (convencionais) assinando o requerimento encaminhado.
Já a Chapa 2, liderada pelo atual presidente do MDB goia no, Daniel Vilela, esteve de acordo com todos os dispositivos e está apta a concorrer.
Rejeição ao PSDB
O ex-prefeito Iris Rezende atua, nos bastidores, pela aliança do MDB com o DEM caiadista, por várias razões, entre elas a boa administração do governador Ronaldo Caiado e para impedir o retorno do PSDB marconista ao poder em Goiás. Daniel Vilela compartilha a mesma opinião de Iris: o partido não deve aliar-se com os tucanos em 2022, já que sempre fez oposição aos governos comandados pelo grupo de Marconi Perillo.
Iris Rezende sustenta, na conversa com aliados, que o MDB deve preparar-se para lançar candidato próprio ao governo nas eleições de 2026, quando haverá a predominância de nomes emergentes da política de Goiás. Para 2022, o partido deve, segundo o ex-prefeito, buscar a eleição de senador e conquistar bancadas de deputado federal e estadual.