Cotidiano

MDB remarca convenção para eleição de diretório, em julho

Redação DM

Publicado em 23 de junho de 2021 às 14:48 | Atualizado há 5 anos

A executiva do MDB, presidida por Daniel Vilela decidiu realizar, dia 2 de julho, convenção para a eleição do diretório estadual para mandato de dois anos. A convenção de sexta-feira (18) foi cancelada por liminar do desembargador Itamar de Lima, pedida pelo deputado estadual Paulo Cezar Martins.

Daniel Vilela e Paulo Cezar devem disputar a presidência, após a direção do partido decidir pelo registro da chapa do deputado estadual mesmo não cumprindo os requisitos fixados pelo estatuto.

Daniel é considerado favorito para ser reconduzido à presidência do MDB, partido que debate internamente duas propostas para as eleições de 2022: aliar-se ao DEM em apoio à reeleição do governador Ronaldo Caiado ou lançar candidatura própria.

Daniel e Iris atuam pela aliança do MDB com o DEM. Já Paulo Cezar Martins e o prefeito de Aparecida de Goiânia querem lançamento de nome próprio ao Palácio das Esmeraldas.

Paulo César Martins (MDB) afirmou que recebeu com surpresa a convocação e deliberação durante reunião executiva do MBD realizada na tarde desta segunda- -feira (21). A sigla decidiu que será feita nova eleição para formação do Diretório Estadual.

Novo edital deve ser publicado nesta quarta-feira (23). O dia para inscrição de chapas será na quinta-feira (24) e, na sexta-feira (25), a comissão responsável se reunirá para avaliar o registro das chapas inscritas. O novo pleito está previsto para o dia 2 de julho, das 13h às 17 horas, também no sistema híbrido (presencial e on-line).

“Infelizmente esse prazo curto, mais uma vez, acaba por impedir a ampla participação de todos colegas emedebistas que estão também com vontade de participar mas não podem, em sua grande maioria, pelo fato de que os diretórios não foram renovados”, destacou Paulo Cezar ao Portal Jornal Opção.

Segundo Paulo César, apenas parte do MDB estará participando, cerca de 35 diretórios. “Embora seja uma parcela relevante, homens corretos e de bem, pessoas de respeito, mas o ideal é que todos tenham voz. O grito hoje no partido é de que os militantes não estão tendo o direito de escolher e ser escolhido, o que não é democrático”.

Em nota, a executiva do MDB Goiás diz que a última eleição, marcada para sexta-feira passada (18), foi suspensa após a chapa concorrente a do atual presidente, Daniel Vilela, ter obtido uma liminar na Justiça (embora tivesse perdido em primeira instância e também junto ao Diretório Nacional). Esta chapa estava com o registro indeferido porque segundo, o Estatuto do partido, não havia conseguido pelo menos 5% de assinaturas dos convencionais (146 com direito a voto, ao todo) em apoio formal àquele grupo.

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