Cotidiano

MEC suspende vestibular de 68 cursos no país

Redação DM

Publicado em 17 de dezembro de 2015 às 23:35 | Atualizado há 11 anos

BRASÍLIA – O Ministério da Educação suspendeu a realização de vestibular de 68 cursos no país. São graduações que tiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) 1 ou 2, nas duas últimas avaliações do governo federal, realizadas em 2014 e 2011. Os índices são considerados insuficientes.Para não sofrer restrições, os cursos precisam ter CPC de 3 a 5.

Do total de 68 cursos, 23 caíram de conceito entre 2011 e 2014, passando da nota 2 para 1. Eles passarão por uma avaliação in loco feita pelo MEC e terão de assinar protocolo de compromisso com melhorias previstas para pleitear a abertura de novas vagas. No caso das 45 graduações restantes, houve evolução, de menção 1 para 2. Ainda assim, o desempenho é considerado insuficiente.

— Quem está com desempenho insatisfatório tem consequências graves — afirmou Aloizio Mercadante, ministro da Educação.

Os resultados da avaliação do ensino superior apresentados nesta sexta-feira referem-se às graduações no país na área de ciências exatas, licenciaturas e afins. Cursos com engenharia, filosofia, letras e pedagogia estão contempladas. O CPC é calculado com base na avaliação de desempenho de estudantes concluintes, corpo docente, infraestrutura, recursos pedagógicos e outros insumos.

ENADE DIGITAL

Mercadante anunciou que a pasta começará no ano que vem um projeto piloto de Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) digital. A prova, aplicada aos concluintes da graduação, poderá contar como critério para acesso a cursos de mestrado e doutorado. O objetivo, segundo o ministro, é incentivar os alunos a fazer o Enade, que é um dos componentes de avaliação das instituições.

— No Enem, o aluno chora, tenta pular o portão, porque aquilo é a vida dele. O Enade é a vida da instituição e muitas vezes não há interesse do aluno. Queremos mudar isso — afirmou Mercadante.

Ele disse que a ideia, ainda sem data prevista, é que o Enade digital possibilite a aplicação da prova para todos os cursos anualmente. Hoje, a cada três anos, um grupo de graduações passa pela avaliação. Mercadante reconhece que o grande obstáculo é ter polos digitais para aplicação do teste no novo modelo. Ele não deu detalhes sobre quantos cursos ou instituições que adotarão, já em 2016, o Enade digital.

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