Menino de 9 anos, em Anápolis (GO), era submetido a atos sexuais com mãe e padrasto, aponta polícia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 23 de junho de 2026 às 14:06 | Atualizado há 25 minutos
Mãe e padrasto do menino de 9 anos foram detidos em Anápolis durante a investigação | Foto: Divulgação/PC
A Polícia Civil de Anápolis prendeu na última segunda-feira (22) uma mulher de 25 anos e seu companheiro, de 26, suspeitos de estuprar o filho da mulher, de 9 anos. O crime acontecia dentro da residência onde a família morava. A prisão ocorreu após o menino revelar os abusos a um familiar durante uma visita e se recusar a retornar para casa.
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Diante da recusa da criança, o parente questionou o comportamento e ouviu um relato detalhado sobre as violações. O familiar gravou o depoimento da criança e levou o áudio à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, dando início às investigações.
Em um atendimento psicológico realizado na sequência, o menino narrou espontaneamente que era forçado a praticar atos sexuais com a mãe e o padrasto, revelando também que era ameaçado com uma faca pela mãe sempre que demonstrava intenção de denunciar os fatos.
Interrogatório revela exposição constante a pornografia
A investigação da Polícia Civil apurou que os abusos ocorriam há pelo menos dois anos. Além dos atos sexuais, o menino era frequentemente obrigado a assistir a vídeos pornográficos exibidos pela mãe. A delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, confirmou que o casal possui outros filhos em conjunto.
Durante o interrogatório, os suspeitos negaram os abusos, mas a mãe, ao ser pressionada, admitiu que exibia conteúdo adulto à criança e que o menino presenciava relações sexuais entre o casal. A mulher tentou justificar a conduta alegando que apenas explicava a naturalidade das relações entre adultos, tese classificada pela delegada como uma “justificativa absurda” e desprovida de qualquer bom senso.
O casal passou por audiência de custódia nesta terça-feira (23) e responderá por estupro de vulnerável, com pena que pode chegar a 18 anos de reclusão. O inquérito policial permanece aberto por mais dez dias para a conclusão da perícia nos celulares apreendidos, que deverão detalhar a extensão das provas contra os suspeitos.