Ministro da Educação responderá inquérito por racismo
Redação DM
Publicado em 29 de abril de 2020 às 17:27 | Atualizado há 6 anos
Na noite da última terça-feira (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, determinou que Abraham Weintraub, atual ministro da Educação seja inquerido por suposto racismo contra a China. A abertura do inquérito atende ao pedido de Humberto Jacques de Medeiros, o vice-procurador-geral da República, após Weintraub publicar em seu Twitter uma postagem de cunho racista em referência aos chineses.
Na publicação feita no dia 5 de abril em seu Twitter o ministro da Educação insinuou que a China sairia fortalecida da crise atual, provocada pela pandemia do coronavírus. Em seguida foi acusado de racismo pela embaixada chinesa no Brasil que declarou que sobre a postagem “são absurdas e desprezíveis, contém cunho racista”. Após as acusações a postagem foi apagada do perfil do ministro na rede social.
Celso determinou que a Polícia Federal conclua as diligências em até 90 dias e retirou o sigilo das apurações alegando que “os estatutos do Poder, numa República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério” e concluiu que haja “plena visibilidade” no caso.
O ministro será investigado de acordo com infração penal prevista no artigo 20 da Lei 7.716/1989, que define os crimes preconceito e prevê a reclusão de um a três anos e multa a conduta de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, etnia, religião ou procedência nacional.
*Com informações do Terra.