Cotidiano

Moradores da Zona Portuária visitam o Museu do Amanhã

Redação DM

Publicado em 18 de dezembro de 2015 às 04:40 | Atualizado há 11 anos

RIO – Ao contrário dos últimos anos, em que se via apenas operários, a tarde desta sexta-feira foi de grande movimento na Praça Mauá . Moradores da Zona Portuária foram os convidados especiais para a visita ao Museu do Amanhã, inaugurado nesta quinta-feira.

Crianças, jovens e idosos. Estudantes, trabalhadores e aposentados. Todos com a mesma empolgação. Para quem assistiu de camarote todas as fases da renovação da Praça Mauá, visitar o Museu do Amanhã foi uma experiência ímpar para o artista plástico Paulo Daley, de 83 anos, morador do Morro da Conceição. Daley é carioca da gema e conhece a região desde os seus três meses de vida. Com o surgimento do novo museu, demonstrou a animação, mas confessou ter ficado amedrontado com tanta realidade.

— Estou muito empolgado não só por mim, mas pelas gerações que vem depois de mim. Fiquei impressionado com tudo o que vi aqui, mas medroso também porque mostra a vida como pode ser num futuro próximo se não tivermos consciência — disse.

Para os irmãos Rafael e Milena Siqueira, de 11 e 9 anos, a visita começou com uma mistura de curiosidade e grandes expectativas. Mãe do casal, a auxiliar administrativa Silvia Siqueira, de 39 anos, fez questão de levá-los para conhecer o espaço e chamar a atenção das crianças para os cuidados com a natureza. As crianças ficaram impressionadas.

— Desde cedo, minha mãe sempre me ensina a economizar água. Fico de olho na minha irmã todas as vezes que ela esquece a torneira aberta — disse Rafael. — Trouxe meus filhos porque eles precisam crescer com esta mentalidade de sustentabilidade —ressaltou Silvia.

O convite feito aos moradores da região foi uma homenageá-los, afirma o presidente do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), Ricardo Piquet, que administra o museu. Todos vizinhos serão cadastrados e vão ganhar uma carteirinha de identificação que garante a entrada gratuita em qualquer horário e dia da semana.

— Quisemos homenagear nossos vizinhos, além de ser uma oportunidade de agradecê-los pela paciência que tiveram diante de todos os incômodos ao longo da obra — afirmou Piquet, que pela manhã recebeu operários que trabalharam na obra e seus familiares.

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