Cotidiano

Mulheres têm quatro vezes mais diagnóstico de depressão que homens em Goiás

Redação Online

Publicado em 4 de março de 2026 às 16:07 | Atualizado há 3 meses

Considerando toda a população adulta, a prevalência é de 15,5%
Considerando toda a população adulta, a prevalência é de 15,5%

Os dados iniciais do Vigitel 2025 mostram uma realidade preocupante em Goiás: mulheres têm quase quatro vezes mais diagnóstico de depressão do que homens. Segundo o levantamento, 24,1% das mulheres adultas afirmaram já ter recebido diagnóstico médico de depressão, enquanto entre os homens o índice é de 6,5%.

Em termos práticos, cerca de duas em cada dez mulheres em Goiás convivem com o diagnóstico, ao passo que entre os homens o número é de aproximadamente um em cada dez. Considerando toda a população adulta, a prevalência é de 15,5%.

Quando se analisam as diferentes regiões, os percentuais mostram variações, mas mantêm o mesmo padrão: a prevalência feminina permanece significativamente maior. Em diversas regiões, os índices entre mulheres superam os 20%, enquanto entre homens ficam abaixo de 10%.

A psicóloga Caroline Dias, especialista em TCC e Neuropsicologia, explica que a depressão pode se manifestar como falta de energia, perda de interesse, alterações no sono e culpa injustificada. Ela aponta a sobrecarga feminina como fator explicativo: jornada profissional somada a tarefas domésticas, pressões da maternidade e oscilações hormonais.

A maior metanálise já realizada sobre o tema, publicada na Nature Communications em agosto de 2025, analisou mais de 195 mil casos e apontou que mulheres carregam uma carga genética mais significativa para o Transtorno Depressivo Maior.

“Cada mulher que consegue evitar um afastamento mantém sua independência, sua autoestima e sua dignidade. Depressão é uma doença – e é tratável”, resume Caroline Dias.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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